Minerar debaixo de água já é possível com engenharia portuguesa

Os robôs foram desenvolvidos no âmbito do projecto europeu VAMOS (Viable Alternative Mine Operating System).

A exploração de minério em minas abandonadas e inundadas é possível graças ao desenvolvimento de um sistema robótico, que é composto fundamentalmente por um veículo de mineração subaquático de 25 toneladas, um submarino de inspecção autónomo para apoio à operação e uma barcaça de suporte à operação.

O veículo maior é um robô de 25 toneladas com capacidade de partir rocha e bombear o material extraído para a superfície de um lado e com um braço hidráulico com ferramentas intermutáveis do outro.

O mais pequeno, chamado EVA, movimenta-se em torno do local de mineração, actualizando de forma constante um mapa 3D da área e transmitindo esta cartografia ao veículo maior, de modo a auxiliar na navegação. Estes robôs foram desenvolvidos no âmbito do projecto europeu VAMOS (Viable Alternative Mine Operating System).

O robô EVA foi criado por investigadores portugueses do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), assim como todos os sistemas sensoriais que permitem a navegação e a operação do robô de 25 toneladas.

Apesar de este consórcio ser composto por 17 parceiros, pertencentes a nove países europeus, as principais instituições responsáveis pelo desenvolvimento destes robôs foram essencialmente cinco: SMD (Reino Unido), BMT (Reino Unido), DAMEN (Holanda), INESC TEC (Portugal) e SANDVIK (Alemanha).

Os dois robôs usam múltiplos sensores para a navegação, posicionamento e para observação do meio que os rodeia. Combinam assim a informação proveniente de sonares, câmaras e de um medidor a laser que permite a operação do sistema, onde quer que estejam e sob quaisquer condições de visibilidade.

Os dados recolhidos, depois de processados e combinados, são enviados para um piloto no centro de controlo, que os consegue ver exibidos num ambiente de realidade virtual. Uma versão futura pode também ser capaz de visualizar o tipo e concentrações de minério à medida que é extraído.

Esta informação é fornecida pelo sistema de classificação e avaliação de minério, feito através de espectroscopia de plasma induzido por laser, que foi também desenvolvido por investigadores do INESC TEC, mais precisamente do Centro de Fotónica Aplicada deste instituto.

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