Minho Empreende já ajudou a criar 20 empresas e 45 postos de trabalho

Vinte empresas, a que correspondem 45 postos de trabalho, nasceram já nas regiões do Alto Minho, Cávado e Ave, ao abrigo do projeto Minho Empreende, mas aqueles números ainda vão crescer mais nos próximos tempos, foi hoje anunciado. Segundo o administrador-delegado da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave (ADRAVE), entidade promotora do Minho […]

Vinte empresas, a que correspondem 45 postos de trabalho, nasceram já nas regiões do Alto Minho, Cávado e Ave, ao abrigo do projeto Minho Empreende, mas aqueles números ainda vão crescer mais nos próximos tempos, foi hoje anunciado.

Segundo o administrador-delegado da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave (ADRAVE), entidade promotora do Minho Empreende, este projeto está atualmente a “apoiar tecnicamente” mais 20 projetos, na expetativa de que eles possam dar lugar a empresas já em 2015.

Joaquim Lima disse que os postos de trabalho vão garantidamente aumentar, já que alguns das empresas entretanto constituídas vão meter mais trabalhadores.

“Só uma delas, que tem atualmente tem apenas um trabalhador, vai ter mais cinco pessoas”, referiu.

Com uma dotação orçamental de 1,2 milhões de euros, oriunda de fundos comunitários, o Minho Empreende foi projetado para prestar apoio técnico às inovadoras ideias negócio que foram surgindo nos territórios de baixa densidade daquela região.

Informação, aconselhamento e encaminhamento para os sistemas de incentivos às empresas, apoio à elaboração de planos de negócios e incubação são algumas das ajudas dispensadas pelo Minho Empreende, que também alavancou projetos de internacionalização.

Foi com o apoio do Minho Empreende que nasceu, por exemplo, o “Life in a Bag”, um conceito de “hortas dentro de casa” que já começou a exportar.

“Life in a Bag” comercializa sacos, vasos e potes com tudo o que é necessário para cultivar, dentro de casa, ervas aromáticas, flores comestíveis e microvegetais biológicos.

Os “Sapatos Namorar Portugal”, com bordados caraterísticos dos lenços dos namorados, são outros produtos que surgiram no mercado com o apoio do Minho Empreende.

“Estes projetos criam bastante riqueza, trazem novas ideias no setor do turismo e no ramo agroalimentar”, referiu Joaquim Lima.

O Minho Empreende esteve no terreno ao longo de cerca de dois anos, tenho hoje sido realizada, em Famalicão, a conferência final de balanço do projeto.

Joaquim Lima sublinhou o caráter “inovador” do projeto, já que aglutinou na sua execução três comunidades intermunicipais (Ave, Cávado e Alto Minho), e manifestou a abertura da ADRAVE para novas iniciativas do género, para fomentar o empreendedorismo nas regiões de baixa densidade.

“É este o caminho se queremos criar riqueza em Portugal”, afirmou.

OJE/Lusa

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