EXCLUSIVO: MP abre inquérito a Bruno de Carvalho por suspeitas de burla a construtora do Pavilhão João Rocha

Investigação foi aberta pelo DIAP de Lisboa, após empresa que foi responsável pela construção do pavilhão João Rocha ter apresentado por burla contra o ex-presidente do Sporting e os restantes elementos da sua direcção. Em causa está a apropriação indevida de uma garantia bancária de 375 mil euros, dias antes de Bruno de Carvalho ter sido destituído.

Cristina Bernardo

O Ministério Público abriu uma investigação a Bruno de Carvalho por suspeitas de burla e associação criminosa referente a uma garantia bancária de 375 mil euros da construtora do Pavilhão João Rocha, que terá ficado com o ex-presidente do Sporting. A abertura do inquérito foi revelada ao Jornal Económico por fonte oficial da Procuradoria Geral da República (PGR), numa investigação que está no DIAP de Lisboa e que foi desencadeada após uma queixa da empresa Ferreira Construções que diz que foi enganada e que o ex-dirigente leonino acionou a garantia e apoderou-se do dinheiro poucos dias antes de ser destituído.

Ao Jornal Económico, fonte oficial da PGR confirmou a receção de uma queixa relacionada com esta matéria e revela que esta “deu origem a um inquérito que se encontra em investigação no DIAP de Lisboa e está em segredo de justiça”.

O “Correio da Manhã” (CM) revelou esta terça-feira, 11 de dezembro que a empresa que construiu o Pavilhão João Rocha avançou recentemente com uma queixa-crime contra Bruno de Carvalho que se estendeu aos restantes membros da antiga direção leonina, bem como ao Sporting enquanto clube.

O ex-presidente do Sporting é acusado de burla e associação criminosa, alegando a construtora que o ex-presidente terá ficado com uma garantia bancária de 375 mil euros. A construtora diz ter entregue esta verba para assegurar o cumprimento da obra, o que acabou por acontecer, mas que dias antes de ser destituído, na assembleia geral de 23 de junho, Bruno de Carvalho terá acionado e se apropriado dos 375 mil euros.

Construtora do pavilhão João Rocha pede penhora das contas da Sporting SAD

A construtora Ferreira e Construções S.A pediu a penhora das contas da Sporting SAD por forma a garantir o pagamento de 4,5 milhões de euros, segundo noticiou o CM, na sequência da queixa-crime apresentada pela empresa que foi responsável pela construção do pavilhão João Rocha contra o ex-presidente Bruno de Carvalho e os restantes elementos da sua direção.

Em causa estará o facto de ter sido acionada uma garantia bancária no valor de 375 mil euros por Bruno de Carvalho em dezembro de 2017, meses depois da inauguração do pavilhão, sem ter dado conhecimento à construtora dessa ação. A empresa alegou na altura que ainda faltava pagar quatro milhões de euros por “obras a mais”, existindo ainda 199 mil euros de faturas ainda não pagas que a atual direção do Sporting se terá, alegadamente, recusado a pagar.

De acordo com o “CM”, a construtora pede que as contas da Sporting SAD sejam de imediato penhoradas para garantir que o património não é delapidado, exigindo também que todos os envolvidos sejam constituídos arguidos, inclusivamente a SAD ‘leonina’, enquanto entidade coletiva.

O atual presidente Frederico Varandas e os vice-presidentes Francisco Salgado Zenha e Filipe Osório de Castro também são alvos de queixa por se terem recusado a saldar a dívida, aquando da destituição do ex-presidente do Sporting.

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Ferreira Construções S.A exige receber quatro milhões e meio de euros e já apresentou queixa por burla contra Bruno de Carvalho e os restantes elementos da direção do clube de Alvalade.

Bruno de Carvalho dispõe de 15 minutos para falar na AG de sábado

“Os estatutos do Sporting não definem se as pessoas suspensas podem ou não participar na AG. Mas a AG decidiu que sim. Claro que é uma decisão com caráter excecional, porque se estão suspensas não deveriam participar”, afirmou hoje Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube leonino.
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