Ministra do Mar afirma que terminal de Alcântara não vai crescer

“Aumentar a capacidade não é obrigatoriamente aumentar o tamanho”, disse Ana Paula Vitorino, quando questionada pela agência Lusa sobre a resolução aprovada em Conselho de Ministros em que é referido “um aproveitamento da frente de acostagem de 630 metros para 1.070 metros, numa área de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU” (carga contentorizada).

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou hoje que a área do terminal de Alcântara, em Lisboa, “vai continuar exatamente a mesma”, aumentando apenas a capacidade daquela infraestrutura.

“Aumentar a capacidade não é obrigatoriamente aumentar o tamanho”, disse Ana Paula Vitorino, quando questionada pela agência Lusa sobre a resolução aprovada em Conselho de Ministros em que é referido “um aproveitamento da frente de acostagem de 630 metros para 1.070 metros, numa área de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU” (carga contentorizada).

Segundo Ana Paula Vitorino, “ninguém falou em aumentar a dimensão do terminal”, sendo que o que está em causa é colocar “equipamentos novos” naquela infraestrutura para aumentar a sua capacidade de contentores por ano.

A membro do executivo sublinhou ainda que “os ‘stakeholders’ (acionistas) estabeleceram que o terminal de Alcântara é para manter e para desenvolver”.

Sobre a construção do novo terminal no Barreiro, Ana Paula Vitorino referiu que “não há novidade nenhuma”, sendo que o projeto está a ser revisto “em função dos pareceres da Assembleia Municipal do Barreiro”.

De acordo com a resolução em causa, aprovada em Conselho de Ministros e publicada em Diário da República a 24 de novembro, “o projeto visa aumentar a capacidade do terminal de Alcântara, aumentando a sua eficiência através da instalação de equipamentos modernos e do aumento de fundos para a escala de navios de maior dimensão”.

Em termos de investimento, a resolução aponta que “o valor total do projeto está estimado em 44,9 milhões de euros e será totalmente financiado por fundos privados”.

Para o PSD, esta decisão foi aprovada “quase que às escondidas dos lisboetas”, e terá “graves consequências na cidade de Lisboa”.

Por isso, os sociais-democratas colocaram cartazes nas ruas da capital a denunciar esta situação e prometem tomar “todas as medidas legais possíveis para impedir este alargamento”, disse à agência Lusa o presidente interino da concelhia do PSD de Lisboa, Rodrigo Gonçalves.

A ação do PSD poderá então passar pela interposição de uma providência cautelar, pela apresentação de uma queixa, de uma petição, de uma reclamação, pela discussão da matéria no parlamento e ainda por um pedido de reunião com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), indicou.

“O que se passa aqui é gravíssimo. Quando deveríamos estar a lutar por um paradigma de cidade virada para os seus moradores, virada para o turismo, estamos a fazer o seu contrário, e essa resolução faz o seu contrário”, apontou o responsável, que é também deputado à Assembleia Municipal.

O PSD considerou ainda que esta obra “prova efetivamente que este Governo quer desinvestir no terminal de contentores do Barreiro”, até porque poderá ser alargada “a concessão [de Alcântara] provavelmente para 2040”.

A 14 de setembro, a Administração do Porto de Lisboa anunciou que pediu uma nova Avaliação de Impacte Ambiental e a reformulação do projeto para o Barreiro.

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