Ministra do Trabalho pede à UGT que seja movimento sindical forte e inovador

Ana Mendes Godinho falava na abertura do XIV Congresso da União Geral dos Trabalhadores, que decorre este sábado e domingo em Santarém e no qual será eleito Mário Mourão novo secretário-geral da confederação sindical.

A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, pediu ao futuro secretário-geral da UGT, que que traga “novas dimensões” para a negociação coletiva, a qual afirmou precisar de um movimento sindical forte e inovador.

Ana Mendes Godinho falava na abertura do XIV Congresso da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que decorre este sábado e domingo em Santarém e no qual será eleito Mário Mourão novo secretário-geral da confederação sindical.

Dirigindo-se a Mário Mourão, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social defendeu a concertação e a negociação coletiva como “pedra basilar” do crescimento inclusivo, pedindo ao futuro secretário-geral da UGT para trazer “novas dimensões” que são hoje decisivas no mercado de trabalho.

Em particular, referiu as novas formas e novas relações de trabalho, desafios que, disse, “necessitam de um movimento sindical forte, dinâmico, em permanente reinvenção, e que seja também fator de inovação e de coesão social”.

Mendes Godinho disse convocar todos para se alcançar um acordo de médio prazo, em sede de concertação social, que garanta “uma melhor redistribuição da riqueza, a valorização dos salários e o aumento da produtividade”, salientando que se vivem tempos em que é preciso “fazer mais”.

“Queremos que o diálogo social seja mesmo a base e a chave para este crescimento, que só acontece se for inclusivo”, declarou, referindo os desafios e as soluções encontradas durante o período crítico da pandemia da covid-19, graças ao “diálogo constante, transparente e produtivo”.

“Este é o tempo da nossa reinvenção coletiva”, disse.

Na sua intervenção, Ana Mendes Godinho afirmou não ser este o tempo do ‘business as usual’ e assegurou que “a austeridade não foi, não é, não pode ser, nunca será a solução para os problemas”.

“Os tempos de crise não podem ser pretexto para o ensaio de modelos ideológicos que se baseiam no corretivo ou no castigo aos trabalhadores, no travão ao bem-estar das famílias, no salve-se quem puder ou no quem tiver jeito ou alguns privilégios ou alguns conhecimentos que lhe dão tratamento especial”, disse.

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