Ministro alemão do Ambiente admite que o país “provavelmente” vai falhar metas climáticas

“Provavelmente não atingiremos as nossas metas para 2022. Mesmo para 2023, será bastante difícil. Estamos a começar com uma acumulação drástica”, disse o ministro da Economia e Ambiente alemão, Robert Habeck.

Berlim, Alemanha

A Alemanha não irá cumprir “provavelmente” as metas de redução de emissões de carbono para os próximos dois anos, segundo o ministro da Economia e Ambiente, Robert Habeck, avança a “Reuters”.

Após em abril, um tribunal alemão ter decidido que a Alemanha deveria reforçar as suas leis de proteção climática, o governo da altura avançou com metas de redução de CO2 consideradas mais ambiciosas, incluindo ser neutro em carbono até 2045. Tais medidas parecem ter sido demasiado ambiciosas, segundo considera o atual governo alemão.

Ainda assim, o novo governo de coligação apresentou planos para intensificar os esforços de proteção do ambiente, que envolvem reformas de longo prazo no sector de serviços públicos e nas indústrias transformadoras, construção civil, transporte e agricultura.

“Provavelmente não atingiremos as nossas metas para 2022. Mesmo para 2023, será bastante difícil. Estamos a começar com uma acumulação drástica”, disse Habeck, co-líder dos Verdes que fazem parte da nova coligação de governo.

A Alemanha pretende reduzir as emissões na indústria, o maior sector emissor de carbono, para 177 milhões de toneladas de CO2 em 2022, uma queda de 38% em comparação com 1990.

No sector de transportes, as emissões de CO2 devem ser reduzidas para 139 milhões de toneladas no próximo ano, uma queda de 15% em relação a 1990, e menos seis milhões do que o registado em 2021.

Habeck disse que o número de turbinas eólicas construídas na Alemanha por ano aumentará entre mil a 1.500, de cerca de 450 nos anos anteriores, num esforço para cumprir as metas do governo sobre energias renováveis, cujo objetivo é atender a 80% da procura de energia até 2030 e dedicar 2% da superfície da terra para infraestruturas de energia eólica.

O governo pretende ter leis sobre a aceleração das aprovações de turbinas eólicas prontas até o final do próximo ano, disse Habeck. O ministro acrescentou que “2022 será um dos anos mais exaustivos que este ministério enfrentou em muito tempo.”

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