Ministro da Educação diz que PS “não quer mais vinculações extraordinárias”

O ministro aproveitou a sua intervenção no Parlamento para criticar o programa do Chega que “quer fazer da escola pública apenas uma oferta” e “desviar dinheiros públicos para as escolas privadas”.

O ministro da Educação, João Santos, defendeu, esta quinta-feira, as propostas que tem para os professores, como acabar com as vinculações extraordinárias.

“O PS não quer mais vinculações extraordinárias, o PS quer vinculação estrutural, permanente e definitiva, introdução de três índices remuneratórios para os professores contratados, a desburocratização da atividade dos professores”, disse João Santos, durante debate requerido pelo Chega sobre as greves e reinvindicações dos professores.

João Santos considerou que “o Governo está a resolver problemas antigos dos professores, em boa fé negocial, integrando-se por grandes sugestões e propostas já recebidas nas reuniões anteriores”.

De recordar que na quarta-feira, o ministro da Educação anunciou que iria apresentar propostas aos representantes dos professores com base em três dimensões: “aproximar, fixar e vincular”, uma medida que o governante adiantou que iram custar 100 milhões de euros.

João Santos aproveitou para mandar algumas farpas ao partido que pediu o debate de urgência. “O programa do Chega diz o seguinte sobre carreiras de professores: nada rigorosamente nada, é pelo contrário um programa que volta a afirmar a vontade de fazer da escola pública apenas uma oferta”

O ministro acusou ainda o Chega “o explícito proposito de desviar dinheiros públicos para as escolas privadas como já se fez no passado no tempo em que o deputado André Ventura ainda era militante do partido que governava com muito orgulho e foi em devido tempo corrigido pelo PS”.

“Ao contrário do Chega os governos do partido socialista não viraram as costas à escola pública, assumem-na como uma das principais conquistas do Portugal democrático, no seu papel de abertura a todos, não selecionando alunos à entrada, garantido proteção e educação aos mais vulneráveis e constituindo-se como um motor que fez com que Portugal tenha hoje um número nunca alcançado de licenciados”, destacou.

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