Missão possível: produtividade máxima em movimento

As novas formas de gestão flexível vieram para ficar. É uma consequência inevitável da globalização e do desenvolvimento tecnológico, que se sente já como uma tendência mundial. Se as novas tecnologias permitem que um gestor, ou colaborador se mantenha igualmente produtivo em casa ou em movimento, por que motivo continuar a limitar a produtividade ao […]

As novas formas de gestão flexível vieram para ficar. É uma consequência inevitável da globalização e do desenvolvimento tecnológico, que se sente já como uma tendência mundial.
Se as novas tecnologias permitem que um gestor, ou colaborador se mantenha igualmente produtivo em casa ou em movimento, por que motivo continuar a limitar a produtividade ao espaço de escritório? E por que motivo os empresários e gestores de equipa continuam a sobrecarregar a sua estrutura de custos com escritórios sub-aproveitados, que não conseguem rentabilizar?
Apesar das soluções de trabalho flexível serem já o presente e o futuro da maioria das empresas que ambicionam um crescimento sustentável, esta mudança de mind-set ainda é um desafio para os gestores, pois para além de culturalmente ainda sentirmos uma necessidade de propriedade física de um espaço, também temos dificuldade na gestão de uma equipa à distância. Por isso, o que acontece frequentemente nestes casos é um esquema de trabalho misto, onde a equipa é gerida remotamente, mas com reuniões frequentes de equipa em espaços alugados por hora.
Na verdade, o trabalho remoto é difícil, exige muito à gestão e requer uma mudança de atitude nas organizações. Mas os problemas são ultrapassáveis e é possível ter uma gestão eficiente com toda uma equipa a trabalhar remotamente, desde que se promova a formação, desenvolvimento de competências e rigor nos processos. É necessário identificar e alocar tarefas, implementar sistemas de monitorização ou de medição, solicitar que os colaboradores apresentem relatórios regulares, seja por videoconferência ou outro meio, e assegurar que cumprem os programas de formação de que precisam.
As próprias tecnologias de hoje permitem que um colaborador esteja ligado em qualquer lugar, impulsionando o trabalho remoto e melhorando a sua produtividade. Curiosamente, os países líderes nesta área incluem a Índia, a China e o Brasil, onde os gestores se preocupam mais do que a média com a gestão produtiva do tempo dos colaboradores.
Colaboradores menos autónomos, ou gestores obcecados pelo controlo vão existir sempre, mas a evolução da sociedade e das empresas – com estruturas que se querem flexíveis, vai ditar mudanças no sentido de se trabalhar à distância ou de forma mais flexível.
Acima de tudo, é importante ter presente que hoje em dia, qualquer negócio de sucesso em Portugal tem de estar preparado para se internacionalizar e para criar uma estrutura inteligente, adaptável à mudança, com um risco calculado e sem grande necessidade de investimento. Ao optar por uma política de trabalho remoto, total ou parcial, a empresa reduz substancialmente os custos com aluguer de um espaço físico, bem como está preparada para ter colaboradores internacionais que implementem o negócio noutros países, sem necessidade de abrir em todos eles um escritório físico.

Jorge Valdeira
Regus Portugal Country Manager

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