MNE condena atentado na Líbia e reitera empenho na erradicação do terrorismo

O gabinete do ministro expressou a sua solidariedade com as vítimas do atentado e reiterou que o Governo português está empenhado em combater todo o tipo de atos terroristas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, condenou esta quinta-feira o ataque terrorista às instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio, que fez três mortos e 21 feridos. O gabinete do ministro expressou a sua solidariedade com as vítimas do atentado e reiterou que o Governo português está empenhado em combater todo o tipo de atos terroristas.

“O Governo português condena o ataque terrorista às instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio, cometido ontem em Trípoli, e endereça às famílias das vítimas as suas mais sinceras condolências”, informou Augusto Santos Silva, em comunicado. “O Governo português expressa a sua solidariedade para com as autoridades legítimas da Líbia e para com o povo líbio e reitera o seu empenho na erradicação do terrorismo sob todas as suas formas”.

Esta quarta-feira, uma viatura armadilhada explodiu perto do edifício do ministério, como ‘manobra de diversão’. Enquanto as forças de segurança se dirigiam para o local, um bombista suicida entrou nas instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio e fez-se explodir no segundo andar. Um segundo homem terá morreu à entrada do prédio, depois de ter explodido a mala que levava.

As autoridades mataram ainda um terceiro homem, que trazia vestido um colete à prova de balas e estava desarmado junto ao local, e que ao que tudo indica faria parte do grupo terrorista que atacou as instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio.

O estado de desordem em que a Líbia vive desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, tornou-se propício à entrada de grupo terroristas, como é o caso do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), que tem vindo a ganhar terreno no país. O ataque ainda não foi reivindicado, mas o ministro da Administração Interna líbio, Fathi Bach Agha, já veio considerar o Daesh como responsável.

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