Moção de censura. “Governo falhou na sua missão fundamental”, diz André Ventura

Durante a sua intervenção Ventura garantiu ainda que a moção de censura “não é feita por qualquer motivo de agenda política”. Já o primeiro-ministro destaca a altura em que surgiu a moção de censura.

O deputado do Chega André Ventura intervém no debate parlamentar sobre os diplomas do PS, PAN, IL e Cristina Rodrigues, sobre ordens profissionais, esta tarde na Assembleia da República, em Lisboa, 13 de outubro de 2021. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O presidente do Chega, André Ventura, considerou que o “Governo falhou na sua missão fundamental”, na apresentação da moção de censura ao executivo de António Costa  no Parlamento. Já o primeiro-ministro destaca a altura em que surgiu a moção de censura.

Durante a sua intervenção inicial Ventura explicou que a moção “não é feita por qualquer motivo de agenda política, nem por qualquer motivo supérfluo”. “É feita por um motivo apenas: pelo caos que os portugueses vivem nos serviços públicos e a ausência total de resposta na saúde”, completou.

No campo da saúde o líder do Chega dirigiu o discurso para a ministra da Saúde, Marta Temido e apontou que em média, em Portugal, “espera-se 823 dias para uma cirurgia”. “Em Santarém são 802, em Setúbal 777 e podia contar por aí adiante que em Lisboa não é muito melhor”, destacou.

Para o Chega a “ministra que não tem nenhum capital político, mas só se mantém por teimosia do primeiro ministro, o que leva a que a ministra marta temido diga que os números da mortalidade materna são pequenos”.

Na área da agricultura, Ventura destacou a promessa aos agricultores de “500 milhões em apoios”. “Nem um tostão chegou aos agricultores”, garantiu. “o que pedimos não é mais do que justiça”, referiu.

Na Educação o presidente do Chega falou na carência de profissionais nas escolas que, segundo Ventura, se vão traduzir “no fecho de escolas atrás de escolas já em setembro”. “Será a pandemia académica da década”, assegura.

André Ventura aproveitou também a sua intervenção para deixar recados aos restantes partidos. “Se a esquerda e a direita ou alguma direita que não é direita acham que isto não é suficiente para votar uma moção de censura então nós continuaremos sós como temos estado, mas continuaremos confiantes de que este é o caminho que os portugueses pediam”, afirmou.

Por sua vez, António Costa considerou “não ser por acaso” o timing a que surgiu a moção de censura. O primeiro ministro recordou que a moção foi “apresentada no dia que iniciava o congresso do PSD e marcada para o dia em que está prevista uma interpelação do Partido Comunista Português, ou seja, esta moção de censura mais do que dirigida ao Governo é um exercício de oportunidade na competição com os outros partidos da oposição”.

Costa pediu para que o foco fosse direcionado para o que realmente preocupa os portugueses como é o caso do “aumento do custo de vida e melhoria do SNS”. “Como é próprio dos populistas o Chega vocifera, mas na propõe e nada resolve, os populistas alimentam-se dos problemas, um Governo responsável reconhece os problemas e age para os resolver”, frisou.

Ainda em resposta a Ventura, António Costa referiu o que o Governo “adotou um conjunto de medidas para conter o aumento do preço final quer da eletricidade, quer dos combustíveis”, apontou o primeiro-ministro.

Costa continuou e em matérias de energia apontou que “são já conhecidos os resultados dos primeiros 15 dias de aplicação do mecanismo ibérico que conseguimos negociar com a comissão europeia”. “Em cada um destes 15 dias houve uma redução do custo nédio watt hora no mínimo de dez euros e no máximo de 104 euros”

O primeiro-ministro acrescentou ainda que os portugueses “pagam hoje de um depósito de 50 litros menos 16 euros na gasolina, menos 14 euros no gasóleo do que pagariam se nada tivéssemos feito”.

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