Modernização da linha da Beira Baixa vai custar 88 milhões de euros

Empreitada de modernização da linha ferroviária da Beira Baixa deverá custar 88 milhões de euros, apurou o Jornal Económico junto de fonte oficial da IP – Infraestruturas de Portugal.

O projeto que foi ontem apresentado, numa cerimónia que decorreu na estação ferroviária da Guarda, com a presença de Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, tem um custo estimado de 65 milhões de euros.

Os remanescentes 23 milhões de euros serão destinados a estudos e projectos, expropriações, fiscalização, materiais de fornecimento e sinalização.

Esta empreitada vai aumentar a capacidade para os transporte de mercadoria, permitindo a circulação de comboios de comprimento até 750 metros na linha da Beira Alta, potenciando a articulação do transporte entre os portos do Norte e Centro do País e a fronteira com Vilar Formoso, em direcção a Espanha.

Segundo as informações da Infraestruturas de Portugal (IP) a que o Jornal Económico teve acesso, este investimento vai ainda permitir eliminar as restrições de velocidade e recuperação dos tempos de trajeto dos serviços de passageiros de longo curso, além de reduzir os custos de operação da IP na ordem dos 500 mil euros por ano.

Quando a obra estiver concretizada, irá ocorrer um aumento da capacidade diária dos atuais 14 comboios de 500 metros para 20 de 750 metros, o que corresponde a um acréscimo de capacidade de mais do dobro da atual na linha da Beira Alta.

Mas o grande destaque desta empreitada vai para a reabertura à circulação do troço da linha da Beira Baixa, entre a Covilhã e a Guarda, encerrado ao funcionamento desde 2009.

Nessa altura, a velocidade média de circulação neste troço era de 50 quilómetros à hora, o que exige uma hora e doze minutos para fazer o trajeto entre as duas cidades, um troço com 46 quilómetros.

Além do descongestionamento da linha do Norte, no troço entre o Entroncamento e a Pampilhosa, e da linha da Beira Alta, está, assim, prevista uma redução do tempo de percurso de cerca de 40% nos comboios de passageiros, reduzindo o tempo desse trajeto para 42 minutos.

Nesta linha, vão poder circular comboios com 600 metros de comprimento, além de estar prevista a futura migração para a bitola que permita a interoperabilidade ferroviária com Espanha e o resto da Europa.

Novo viaduto de 238 metros vai ligar linhas da Beira Baixa e da Beira Alta

A empreitada de modernização do troço da linha ferroviária da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda, encerrado desde 2009, vai incluir a construção de um viaduto ferroviário sobre o rio Diz, com uma extensão de cerca de 238 metros para concluir a ligação entre a linha da Beira Baixa e a linha da Beira Alta.

Foi explicado que este novo viaduto será assente sobre estacas na zona do leito de cheias e terá cerca de 10 vãos, sendo o máximo de 25 metros.

O viaduto terá uma altura aparente na ordem os 10 metros e para a sua construção serão afectados alguns caminhos rurais, estando considerado o seu desvio e reposição.

Este viaduto fará parte da concordância entre a linha da Beira Baixa e a linha da Beira Alta, que inclui a construção de uma via única electrificada de 1.500 metros de extensão, que inclui o referido viaduto.

Está prevista a electrificação, a instalação de sinalização eletrónica e uma velocidade média de 60 quilómetros por hora.

Este troço da Concordância das Beiras tem um investimento previsto de cerca de cinco milhões de euros, dos quais grande parte será destinada à construção do referido viaduto sobre o rio Diz.

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