Monkeypox. Sobe para 58 o número de infetados em Portugal

A DGS afirma também estar a encetar diligências no sentido de constituir uma reserva nacional de vacinas e admite estar avaliar a necessidade de administrar vacinas. 

Miguel A. Lopes/Pool/Lusa

A Direção Geral de Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira de que o número de casos infetados por Monkeypox subiu para 58. A DGS afirma também estar a encetar diligências no sentido de constituir uma reserva nacional de vacinas e admite estar avaliar a necessidade de administrar vacinas.

De recordar que os últimos dados indicavam 49 casos, como tal em 24 horas surgiram mais nove casos. Segundo a DGS “a maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve”.

Todos as infeções confirmadas são “em homens entre os 23 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, diz a DGS.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis e em ambulatório. Estão em curso os inquéritos epidemiológicos, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão, potenciais novos casos, respetivos contactos e ainda eventuais locais de exposição”, aponta a entidade liderada por Graça Freitas.

Sobre as vacinas, a DGS esclarece que e Portugal está a “encetar diligências no sentido de constituir uma reserva nacional de vacinas”. “De igual forma, através de especialistas da Comissão Técnica de Vacinação da DGS, está a ser
estudada a eventual necessidade de administrar a vacina a contactos de casos confirmados e a profissionais de saúde, no contexto deste surto”.

A DGS continuar a recomendar aconselhamento clínico aos “indivíduos que apresentem erupção cutânea, lesões ulcerativas, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço”.

O Monkeypox foi confirmado em Portugal a 18 de maio e desde então tem continuado a somar casos. Segundo o virologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Celso Cunha, contactado pelo Jornal Económico (JE) o vírus não é motivo para preocupação.

Celso Cunha defende que os portugueses podem estar descansados “por dois motivos: primeiro porque a doença em si não é uma doença de muita gravidade. Está associada a uma taxa de mortalidade baixa, muito menor do que a Covid-19. Por outro lado, tem uma transmissibilidade mais baixa”.

Por sua vez, o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tatto Borges considerou, ao JE, ser pouco provavél que a varíola dos macacos alcançasse grandes proporções. 

“O Monkeypox é um vírus que afeta os macacos e portanto como vírus em si não tem grande apetência pelo nosso organismo. É pouco provável que origine um surto de elevadas proporções ou que origine preocupação”, garantiu Gustavo Tatto Borges

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