Montenegro defende ministro da Economia. Está a ser “triturado pela máquina socialista”

Montenegro admite que concorda com o ministro da Economia “na necessidade de baixar a carga fiscal sobre as empresas, para tornar mais atrativo o investimento”.

Cristina Bernardo

O presidente do PSD, Luís Montenegro, admitiu estar solidário na “substância e na forma” com o ministro da Economia, e diz que António Costa e Silva está a ser “triturado pela máquina socialista” quanto às divergências em torno da redução do IRC (impostos sobre as empresas).

“Solidariedade na substância, porque concordamos com ele [ministro da Economia] na necessidade de baixar a carga fiscal sobre as empresas, para tornar mais atrativo o investimento. E também solidariedade na forma, porque, sendo ele uma personalidade independente que aceitou ir para o Governo, ainda por cima monocolor de maioria absoluta, estar a ser triturado pela máquina socialista merece do ponto vista democrático, mesmo dos seus adversários, como é o nosso caso, uma palavra de solidariedade. Isto não é bonito”, destacou o PSD, durante o jantar de encerramento do 1.º Encontro Interparlamentar do PSD no Parlamento Europeu.

Para o social democrata o ministro da Economia foi “desautorizado em público” pelo ministro das Finanças, por “dois secretários de Estado, incluindo o da Economia” e pelo líder parlamentar do PS.

A 20 de setembro, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, disse que “o choque fiscal não é, nem pode ser, a panaceia para a resolução dos nossos problemas. Nós temos que continuar a ser seletivos na forma como orientamos a nossa política fiscal. Nós não estamos em condições, nem precisamos, de fazer choques fiscais”.

Noutra ocasião também o seu antecessor contrariou Costa e Silva em entrevista ao “Público”. “Seria mais favorável ao aumento da dedução de lucros retidos e reinvestidos do que de uma redução mais geral da taxa de IRC”, defendeu Siza Vieira.

O líder do PSD considerou ainda que “reina “a desorganização, a descoordenação e a dissimulação” no Governo, ao ponto de prejudicar os pensionistas. “O Primeiro-Ministro dissimulou um corte de mil milhões de euros no sistema de pensões em Portugal. Podem utilizar o jogo de palavras que quiserem”, frisou.

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