Montepio quer desconsolidar Finipredial no fim de 2017

O Montepio Geral prevê fazer uma “desalavancagem sustentada da exposição ao risco imobiliário” e a “desconsolidação do Fundo Finipredial no final de 2017”, diz banco liderado por José Félix Morgado no seu plano estratégico.

A Caixa Económica Montepio Geral vai apresentar aos acionistas, no próximo dia 28 de dezembro, 0 seu Programa de Ação e o Orçamento para 2017, que dará cumprimento ao Plano Estratégico e às
respetivas Linhas de Orientação.  “Após parecer favorável do Conselho Geral e de Supervisão, este documento será submetido à aprovação da Assembleia Geral”, diz o banco em comunicado ao mercado.

Esse plano tem um enfoque no reforço da gestão do risco.

O Montepio Geral prevê fazer uma “desalavancagem sustentada da exposição ao risco imobiliário” e a “desconsolidação do Fundo Finipredial no final de 2017”. O Fundo Finipredial é um fundo de investimento imobiliário aberto de acumulação que tem uma carteira constituída maioritariamente por imóveis.

O banco diz que “fazer o acompanhamento da evolução do valor da carteira prossegue como um dos
principais vetores de atuação do orçamento para 2017”.

“As iniciativas de gestão do crédito em risco traduzem-se na redução do rácio CaR (Credito em Risco), com base na alienação de carteiras non-performing, realização de write-offs, desconsolidação de subsidiárias e recuperação de dossiers pela Direcção de Risco de Crédito”, refere a instituição.

“O orçamento para 2017 reflete as melhorias introduzidas no processo de acompanhamento das
situações em incumprimento com vista à redução do impactos na conta exploração do fluxo de
imparidade e de respetivo rácio de custo do risco”, acrescenta o documento.

A revisão da estrutura organizacional com redefinição da área de recuperação de crédito e criação de novas áreas para potenciar o negócio (direção de inovação e estratégia); e a adequação do número adequado de colaboradores qualificados, nomeadamente, nas áreas de controlo interno, nas novas
áreas de negócio e da gestão e recuperação de crédito, fazem parte das medidas tomadas em 2016 com repercussões em 2017.

Este Plano Estratégico foi elaborado “em conformidade com as projeções vertidas no Funding & Capital Plan para o período 2016-2018 submetido ao Banco de Portugal no passado mês de setembro”, explica o banco.

 

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