Montepio: UGT dá parecer negativo ao pedido de reestruturação do banco

A UGT justifica esta decisão com base na ausência de informação sobre a situação financeira da entidade bancária, bem como do número de trabalhadores com quem o banco pretende fazer rescisões por mútuo acordo.

A União Geral de Trabalhadores (UGT) deu um parecer negativo ao pedido da reestruturação do Banco Montepio, informa o sindicato do sector financeiro comunicado revelado esta segunda-feira, 21 de dezembro.

A UGT justifica esta decisão com base na ausência de informação sobre a situação financeira da entidade bancária, bem como do número de trabalhadores com quem o banco pretende fazer rescisões por mútuo acordo.

“No seu parecer entregue dia 18 de dezembro, a central sindical condena que a solicitação não contemple os dados necessários para análise da situação, nomeadamente a demonstração da situação financeira do banco – essencial para avaliar a sua viabilidade e o pedido da não aplicação de quotas de acesso ao subsídio de desemprego nos casos de rescisão por mútuo acordo, a decorrer até 2023 – ou o número de trabalhadores que serão abrangidos pelo processo”, lê-se no documento.

Na mesma nota, a UGT rejeita que seja “a Segurança Social a pagar pelos erros de gestão da administração, que “poderão ter fragilizado a situação económica da instituição”, e ainda pelo novo erro de gestão que será optar pelos despedimentos”, bem como a a a falta de informação “que há muito, e em processos semelhantes”, considera essencial, e é justificada “sob acapa de uma pretensa necessidade de confidencialidade”.

Em resposta ao Governo, a UGT recorda também a posição dos seus Sindicatos dos Bancários em setembro, que rejeitaram “liminarmente a eliminação de postos de trabalho e consequente despedimento de trabalhadores do Montepio, esteja ou não encoberto em falsas rescisões por mútuo acordo”.

O organismo salienta ainda o papel dos trabalhadores do banco que “têm demonstrado um enorme esforço de
adaptação às condições do Montepio, tendo inclusive aceitado a demora do banco em cumprir integralmente a convenção coletiva que livremente negociou com os Sindicatos”.

Recomendadas

“Falar Direito”. “Renegociação? Medida deveria abranger outro tipo de créditos mais onerosos”

Na última edição do programa da plataforma multimédia JE TV, advogado Francisco Barona, sócio do departamento financeiro e governance da Sérvulo, considerou que o diploma referente à renegociação do crédito à habitação deveria ser mais abrangente, tendo em conta a contração de outros créditos mais onerosos.

Juro médio dos novos depósitos de particulares dispara em outubro para máximo de cinco anos

Segundo os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), “em outubro o montante de novos depósitos a prazo de particulares foi de 4.726 milhões de euros, remunerados a uma taxa de juro média de 0,24%”.

PremiumBanca antevê dificuldades em identificar todos os clientes em 45 dias

Os bancos têm 45 dias para verificar se têm clientes do crédito à habitação que qualifiquem para efeitos da aplicação do diploma do Governo, mas o apuramento dos rendimentos reais é um obstáculo.
Comentários