Montepio vende Finibanco Angola a grupo da Nigéria

O Acess Bank é uma entidade detida a 100% pela Access Holdings Plc (Access Corporation), um banco comercial que opera através de uma rede de mais de 700 balcões e pontos de atendimento, abrangendo 3 continentes, 17 mercados e 45 milhões de clientes, segundo o Montepio. Valor não foi divulgado.

O Banco Montepio anunciou a venda da participação detida a 100% no capital social do Finibanco Angola em comunicado à CMVM.

“O Banco Montepio informa que a sua participada Montepio Holding SGPS acordou a venda da participação detida no capital social do Finibanco Angola, instituição financeira de direito angolano, ao Access Bank Plc, um banco comercial com sede em Lagos, na Nigéria, com uma expressiva presença no continente africano”, refere o comunicado.

O valor de venda “terá como referência a proporção atribuível ao Grupo Banco Montepio nos capitais próprios do Finibanco Angola, os quais totalizam 70 milhões de euros, e os ajustamentos que vierem a ser apurados no âmbito de uma auditoria com conclusão prevista no segundo trimestre de 2023”.

O Acess Bank é uma entidade detida a 100% pela Access Holdings Plc (Access Corporation), um banco comercial que opera através de uma rede de mais de 700 balcões e pontos de atendimento, abrangendo 3 continentes, 17 mercados e 45 milhões de clientes, segundo o  Montepio.

O Access Bank emprega 28.000 pessoas na Nigéria e detém subsidiárias na África Subsaariana e no Reino Unido, uma filial no Dubai, Emirados Árabes Unidos e escritórios de representação na China, Líbano e Índia. A Access Corporation, empresa que detém o Access Bank, está listada na Bolsa de Valores da Nigéria desde 1998 e tem mais de 900.000 acionistas.

Tendo em consideração o acordo agora assinado para a venda desta participação, “o qual está sujeito, em especial, à obtenção da aprovação por parte das autoridades de supervisão e de regulação, o Banco Montepio perspetiva que o desreconhecimento contabilístico da participação financeira detida pelo Grupo Banco Montepio no Finibanco Angola se venha a verificar no segundo trimestre de 2023”, refere o banco liderado por Pedro Leitão.

De acordo com o disposto na IFRS 5, as atividades desenvolvidas por esta participada serão, entretanto, consideradas como operações em descontinuação, diz o banco.

“De acordo com a informação disponível à presente data não é possível estimar com exatidão o impacto em resultados, sendo esperado um efeito no rácio de Capital Total tendencialmente neutro a positivo, compreendido entre 1 a 18 p.b., que será reconhecido no final do processo”, avança a instituição.

Com a conclusão deste acordo, o Banco Montepio deixará de ter qualquer participação, direta ou indireta, no Finibanco Angola, “concretizando, assim, mais um importante passo na execução dos compromissos assumidos no Programa de Ajustamento, nomeadamente no que diz respeito ao reforço do enfoque no mercado doméstico e à simplificação da estrutura societária do Grupo”.

Com o desfecho do processo e a celebração do contrato de venda da participação, o Banco Montepio prestará a devida informação sobre a transação e os respetivos impactos.

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