Moody’s atualiza rating das obrigações hipotecárias do Novobanco

“As obrigações hipotecárias em circulação continuarão a ser regidas pela antiga lei portuguesa das obrigações hipotecárias até à sua maturidade, que exige a manutenção de um nível mínimo legal de 5,26% do compromisso de sobrecolateralização para as obrigações hipotecárias”, diz a Moody’s.

A Moody’s Investors Service elevou hoje para Aa3 de A2 em revisão para elevação do rating das obrigações cobertas emitidas pelo Novobanco, “no âmbito do programa Novobanco – Obrigações Hipotecárias (CPT). Esta ação de rating das obrigações cobertas conclui a revisão da notação das obrigações cobertas iniciada em 27 de junho de 2022”.

A subida do rating das obrigações cobertas segue-se à subida da avaliação do Counterparty Risk Assessment (CRA) e ao esclarecimento do emitente sobre o compromisso de sobrecolateralização (OC).

O CRA mede a probabilidade relativa de incumprimento de várias obrigações sénior e outros compromissos contratuais menos suscetíveis de serem sujeitos a bail-in ou a outras resolução ferramentas, para assegurar a continuidade da operação bancária.

A Moody’s lembra que, embora a nova lei portuguesa das obrigações garantidas tenha entrado em vigor em julho e tenha eliminado qualquer exigência de OC, as obrigações hipotecárias em circulação não foram convertidas para o novo regime jurídico.

Como resultado, “as obrigações hipotecárias em circulação continuarão a ser regidas pela antiga lei portuguesa das obrigações hipotecárias até à sua maturidade, que exige a manutenção de um nível mínimo legal de 5,26% do compromisso de sobrecolateralização para as obrigações hipotecárias”.

As perdas da carteira de cobertura do Novobanco – Obrigações Hipotecárias [Mortgage Covered Bonds] são de 11,4%. “Esta é uma estimativa das perdas dos modelos atuais da Moody’s após um evento de âncora do CB”.

A Moody’s divide as perdas da pool de cobertura entre risco de mercado de 6,4% e risco colateral de 5,0%. O risco de mercado mede as perdas decorrentes do risco de refinanciamento e os riscos relacionados com as diferenças de taxas de juro e de divisas (estas perdas podem também incluir certos riscos legais). O risco de colateral mede as perdas resultantes diretamente da qualidade de crédito dos ativos da carteira de cobertura. A Moody’s deriva o risco colateral da pontuação da garantia, que para este programa é atualmente de 7,5%.

A sobregarantia na reserva de cobertura é de 10,0%, dos quais o Novo Banco fornece 5,3% numa base de “compromisso”.

“No modelo COBOL (Covered Bond Model) da Moody’s, o OC [over-collateralisation (OC) commitment] mínimo consistente com a classificação Aa3 é de 5,5%. Estes números mostram que a Moody’s está a confiar na OC “não comprometida” na sua análise de perdas esperadas”, diz a agência.

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