Morais Pires diz que alertou para “tempestade perfeita” a 11 de julho

O antigo administrador financeiro do BES, Amílcar Morais Pires, garantiu que a 11 de julho alertou a administração do banco que o acumular de fatores de ‘stress’ desde o início de julho criava condições para uma “tempestade perfeita”. Morais Pires disse que na altura avisou que a “caracterização dos fatores de ‘stress’ que afetavam o […]

O antigo administrador financeiro do BES, Amílcar Morais Pires, garantiu que a 11 de julho alertou a administração do banco que o acumular de fatores de ‘stress’ desde o início de julho criava condições para uma “tempestade perfeita”.

Morais Pires disse que na altura avisou que a “caracterização dos fatores de ‘stress’ que afetavam o banco, a saída de depósitos, a evolução muito desfavorável dos títulos do BES, no mercado acionista e obrigacionista, as descidas de ‘rating'”, constituíam “uma ‘tempestade perfeita'” que se podia agravar no decurso da semana seguinte, “nomeadamente em consequência de um eventual incumprimento do GES [Grupo Espírito Santo]”.

E reforçou, perante os deputados da comissão de inquérito à gestão do BES e do GES: “A gravidade da situação poderia conduzir o BES a ter de recorrer à facilidade de emergência do Banco Central Europeu [Emergency Liquidity Assistance (ELA)], e por isso, não apoiava em consciência as manifestações públicas das autoridades portuguesas no conforto que davam à população relativamente à situação do BES”.

Segundo o responsável, a ata desta reunião de 11 de julho foi assinada e imediatamente remetida para o Banco de Portugal.

“Este meu apelo foi ignorado e, além disso, perdeu-se a última oportunidade de recapitalizar o BES através de fundos privados no fim de semana do dia 12 e 13 de julho”, acusou.

OJE/Lusa

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