Morgan Stanley avança com corte de 1.600 empregos

A redução de quadros, dada em primeira-mão pela “CNBC”, afetou cerca de 1.600 dos 81.567 empregados da instituição financeira e tocou a quase todos os cantos do banco de investimento global. O banco está a seguir os seus concorrentes no restabelecimento de um ritual suspenso durante a pandemia: a saída anual de pessoas com fraco desempenho.

Michael Nagle/Bloomberg

O banco norte-americano Morgan Stanley cortou 1.600 empregos, segundo notícias avançadas esta terça-feira pelo “CNBC” e pela “Reuters”. A redução de pessoal representa cerca de 2% do seu quadro laboral de mais de 81 mil trabalhadores, segundo os últimos dados. O corte é transversal às várias divisões da instituição financeira.

A redução de quadros afetou assim cerca de 1.600 dos 81.567 empregados do grupo e tocou a quase todos os cantos do banco de investimento global.

Goldman Sachs, Citigroup e Barclays também já anunciaram cortes de empregos nas últimas semanas.

Segundo a “CNBC”, que avançou com a notícia em primeira mão, o Morgan Stanley está a seguir os seus concorrentes no restabelecimento de um ritual de Wall Street suspenso durante a pandemia de Covid-19: a saída anual de pessoas com fraco desempenho.

Os bancos normalmente cortam 1% a 5% da equipa de pessoal, afetando os trabalhadores “mais fracos” antes de os bónus serem pagos, deixando mais dinheiro para os restantes trabalhadores, uma prática comum nos Estados Unidos.

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