Morgan Stanley vê bolsa brasileira a crescer 14% apesar de dúvidas com planos de Lula

O banco reduziu a recomendação para as ações brasileiras, mas prevê crescimento a dois dígitos para a Ibovespa. MS receia a nomeação de um ministro das Finanças que persiga políticas mais despesistas.

O Morgan Stanley (MS) reduziu a sua recomendação para as ações brasileiras de acima da média (‘overweight’) para dentro da média do mercado (‘neutral’).

O banco norte-americano tem receios sobre a estabilidade orçamental do país e considera que o novo presidente deverá nomear um ministro das Finanças não-ortodoxo, com políticas mais despesistas.

Os analistas receiam também que a taxa interbancária Selic (a Euribor brasileira) também permaneça elevada durante muito tempo.

Apesar do corte na recomendação, o MS prevê que a bolsa brasileira registe um crescimento para os 125 mil pontos até ao final de 2023, um crescimento de 14% face ao fecho de segunda-feira (109,7 mil pontos), segundo a “Bloomberg”.

Entre as suas cotadas brasileiras favoritas estão o Itaú Unibanco, Porto Seguro, Sendas Distribuidora, Weg, Vale e Americanas.

A acontecer, “os próximos anos deverão ser bons para os ativos brasileiros de rendimento fixo, mas não para as ações. As yields mais elevadas sobre as obrigações deverão minar a aparentemente atrativa história de valorização para as ações”, segundo o banco.

As cotadas brasileiras estão a negociar a 6,8 vezes os lucros previstos para os próximo 12 meses, abaixo da média histórica de 11,4 vezes.

O governador do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Netos, já avisou que é cedo para cantar vitória na luta contra a inflação e que está disposto a agir se o crescimento dos preços não começar a abrandar.

O Banco Central do Brasil prevê uma inflação de 5,8% este ano e de 4,8% em 2023.

Desde outubro de 2018 que o Morgan Stanley recomendava aos seus clientes uma maior exposição ao Brasil quando o presidente Jair Bolsonaro prometeu seguir uma agenda liberal com reformas económicas.

A OCDE prevê um crescimento do PIB de 2,8% este ano, e de 1,2% para 2023, abaixo da média global de 2,2%.

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