Morte de Gustavo Costa deixa “vazio” no jornalismo, diz governo angolano

O governo angolano lamentou esta sexta-feira a morte do jornalista Gustavo Costa, correspondente do Expresso e colaborador do semanário angolano Novo Jornal, considerando que esta perda “deixa um enorme vazio na prática jornalística nacional”.

“Foi com profunda dor e consternação que tomei conhecimento do passamento físico de Gustavo Costa, destacado, reputado e respeitado jornalista angolano”, refere, em comunicado, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel da Conceição Homem.

Gustavo Costa era “detentor de uma ‘pena’ ímpar e refinada” e, “num contexto em que há no país, mas não só, a necessidade da regular e contínua passagem de testemunho”, a sua “morte inesperada e prematura” deixa “um enorme vazio na prática jornalística nacional”.

Gustavo Costa nasceu em 1959, iniciou-se no jornalismo na década de 1970 no Jornal de Angola. Além de outras, Gustavo Costa colaborou com o Jornal Desportivo Militar, semanário Expresso, semanário Angolense, Record, Folha 8 e foi director-geral do Novo Jornal.

O seu trabalho foi distinguido com um Prémio Nacional de Jornalismo e o Prémio Maboque de Jornalismo.

No comunicado, o ministro exprimiu ainda “à família enlutada, amigos e à classe jornalística, nacional e estrangeira” a “mais profunda solidariedade e as mais sentidas condolências”.

Gustavo Costa morreu na madrugada de sexta-feira, aos 63 anos, vítima de um AVC. Nas redes sociais, colegas de profissão e veteranos do jornalismo angolano exprimiram o seu pesar e prestaram tributo a Gustavo Costa.

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