Mosteiro de Santo Tirso só se candidata à UNESCO após requalificação, diz autarquia

A Câmara de Santo Tirso disse hoje à Lusa que só após as obras de requalificação e valorização económica no Mosteiro de São Bento avançará com uma candidatura daquele monumento religioso a Património Mundial da Humanidade.

A revelação surge dias depois de o antigo presidente daquela câmara do distrito do Porto Castro Fernandes ter perguntado numa rede social sobre o processo de candidatura iniciado por si em 2012 do mosteiro fundado no ano 978.

“Em 2013, a candidatura não chegou a avançar pois o mosteiro não reunia condições”, respondeu a fonte da autarquia, que em junho de 2017, com Joaquim Couto a presidente, anunciou a constituição de um memorando de entendimento no âmbito da Rede de Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas.

O memorando reunia ao monumento de Santo Tirso os mosteiros de Santa Maria de Pombeiro, em Felgueiras, Santo André de Rendufe, em Amares, São Bento da Vitória, no Porto, São Martinho de Tibães, em Braga e São Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto.

O objetivo, explicou a fonte, era “dar alguma dimensão e criar um circuito de visitação”, acrescentou a fonte que afirmou decorrerem “audições com o ICOMOS [Conselho Internacional de Monumentos e Sítios em português] para o efeito”.

“Faz parte do programa do atual presidente avançar com um estudo para a requalificação e valorização económica do mosteiro, tendo sido já criada uma equipa que está a trabalhar nisso”, revelou a fonte, assegurando que “só concluída a requalificação a câmara poderá avançar com uma candidatura do mosteiro”.

Contudo, e porque está ainda em “fase de estudo prévio”, a autarquia liderada por Alberto Costa “ainda não tem valor estimado para a requalificação, nem horizonte temporal para avançar com a candidatura”.

Em declarações à Lusa, o antigo presidente da Câmara de Santo Tirso, Castro Fernandes, lamentou o aparente “desinteresse” da autarquia pela candidatura lançada em 2012.

Recuperando a argumentação de 2012, Castro Fernandes reitera que “era fundamental para Santo Tirso classificar o monumento como Património Mundial da Humanidade. Seria excelente para a região”.

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