Mota-Engil África estreia-se na bolsa de Londres a 16 de julho

Maior grupo de construção português avança para oferta pública inicial da subsidiária africana na bolsa de Londres. Títulos serão vendidos entre 11,50 e 14,50 euros. A aguardada entrada em negociação das ações da Mota-Engil África no mercado londrino, está marcada para o próximo dia 16 de Julho. A colocação, que parte com uma avaliação máxima […]


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Maior grupo de construção português avança para oferta pública inicial da subsidiária africana na bolsa de Londres. Títulos serão vendidos entre 11,50 e 14,50 euros.

A aguardada entrada em negociação das ações da Mota-Engil África no mercado londrino, está marcada para o próximo dia 16 de Julho. A colocação, que parte com uma avaliação máxima de  1,66 mil milhões de euros, poderá representar para a construtora um encaixe de 500 milhões de euros.
Com uma política evolutiva de distribuição de dividendos, cujo rácio de payout irá variar entre um mínimo de 50% e um máximo de 75% do resultado líquido, a dispersão está a despertar grande interesse por parte de investidores internacionais que procuram exposição aos negócios africanos.

Em curso está o roadshow que pretende dar a conhecer a empresa aos investidores. Para além de Londres, a Mota-Engil África passará pela Cidade do Cabo, Nova Iorque, Boston, Lisboa, Madrid, Frankfurt e Zurique, até ao próximo dia 10 de julho.

África é atualmente o principal mercado do grupo português, tendo representado, no primeiro trimestre deste ano, 47% da faturação da empresa fundada por António Mota. A construtora está presente em onze países africanos, tendo uma implantação  forte nomeadamente nas ex-colónias portuguesas, Angola e Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Recentemente, a Mota-Engil África ganhou também um mega-concurso de 2.600 milhões de euros nos Camarões e estuda a entrada em quatro novos mercados da região subsariana. De resto, a aposta do grupo no continente africano passa pela angariação de contratos de grande dimensão, tanto no sector da construção, como na mineração, gás natural ou petróleo.

Em África, o grupo tem vindo a reforçar o seu posicionamento enquanto EPC (engenharia, procurement, construção). Embora a estratégia exija às “empresas de engenharia e construção um maior esforço de capital”, também representa consequentemente, uma “maior capacidade de alargamento da cadeia de valor e rentabilidade”, afirmou Gonçalo Moura Martins, chairman da Mota-Engil África, em comunicado.

Após a dispersão em Londres (efetuada unicamente em libras esterlinas) da holding da construtora que reúne os negócios em África, os traders que estiverem interessados poderão operar sobre os títulos desta nova IPO através da ferramenta de CFDs sobre ações disponibilizada pela IG, líder mundial na negociação deste tipo de produtos financeiros.

A entrada em bolsa da Mota-Engil África surge após a recente e bem sucedida IPO efetuada pelos CTT. Realizada em Dezembro do ano passado, a colocação da empresa anteriormente detida pelo Estado português, registou um elevado nível de procura, que permitiu a venda das ações ao preço mais alto do intervalo inicialmente proposto, o que representou uma valorização para os CTT de 828 milhões de euros. Subscritos na sua maioria por investidores institucionais, os títulos da empresa têm demonstrado um bom desempenho, atualmente com uma valorização de cerca de 30% em relação ao preço de IPO. Entretanto, foi anunciada pelo Governo português a antecipação da venda dos 31,5% que ainda se encontra nas mãos do Estado, que estava prevista para Setembro.

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