Mota-Engil assina novo contrato superior a 190 milhões de euros na Costa do Marfim

As obras na qual estará envolvida a empresa de construção liderada por Gonçalo Moura Martins deverão começar em dezembro deste ano e prolongar-se-ão por 66 meses.

Mota Engil (10º lugar)

A Mota Engil ganhou um novo contrato na Costa do Marfim no valor de 213 milhões de dólares (cerca de 196 milhões de euros) para trabalhos de drenagem, escavação, perfuração e desmonte de rocha com recurso a explosivos, carregamento e transporte de minérios e estéril.

A construtora portuguesa informou esta quinta-feira, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que o acordo foi adjudicada à sua participada para África pela Roxgold Sango, que explora minas de ouro no continente africano, nomeadamente no Burkina Faso.

As obras na qual estará envolvida a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins deverão começar em dezembro deste ano e prolongar-se-ão por 66 meses. Em causa está o Seguela Gold Project, localizado na região central de Worodougou, no distrito de Woroba, a cerca de 240 km da capital da Costa do Marfim, Yamoussoukro.

“Consiste na exploração dos depósitos de minérios em Antenna, Koula, Agouti, Boulder e Ancien”, explica a Mota-Engil, no documento publicado pela CMVM. “Com esta adjudicação, o grupo continua a reforçar a sua carteira e a diversificar os clientes e tipos de projetos em África, assegurando um fluxo de receitas mais constante no médio e longo prazo”, sublinha a multinacional de Linda-a-Velha.

No ano passado, o volume de negócios da Mota-Engil em África subiu 20%, em termos homólogos, para 910 milhões de euros. Em 2021, a empresa passou de prejuízos (-20 milhões em 2020) e a lucros de 22 milhões de euros por causa da “forte recuperação da atividade no segundo semestre (+19% face a período homólogo)”, que “conduziu a um aumento do volume de negócios em 2021 de 9% 2.656 milhões de euros”. O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), fixou-se em 411 milhões de euros.

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O presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, refere que “nos últimos seis anos, o governo egípcio tem mantido o investimento em novos projetos (New Mansoura City, New Administrative Capital, o comboio de alta velocidade) e que é o primeiro país da MENA (Middle East and North Africa) a emitir ‘green bonds’.

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Mais de metade dos projetos da construtora foram no sector industrial e logístico. Residencial e hotelaria representou 30%. Captação e desenvolvimento de projetos para empresas internacionais contribuíram para um ano positivo.

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No seguimento das eleições dos órgãos sociais da CPCI para o triénio de 2022 a 2024, realizadas ontem, dia 28 de abril, Manuel Reis Campos, em representação da AICCOPN, mantém-se na liderança da entidade que integra as associações empresariais que representam toda a fileira da construção e do imobiliário.
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