Mota-Engil sobe mais de 5% mas não segura PSI-20

Os principais índices europeus fecharam mistos esta quarta-feira, perante a contínua incerteza associada ao Brexit. Lisboa fechou em queda.

O mercado nacional fechou em ligeira baixa, apesar da forte valorização das ações da Mota-Engil (+5,39% para 1,935 euros).

A subida das ações deve-se a uma notícia da agência Bloomberg que dá conta que a China Communications Construction Co (CCCC) está a avaliar a compra de 30% da Mota-Engil, expandindo internacionalmente o seu negócio. Esta notícia não teve uma confirmação oficial.

Por outro lado, a empresa anunciou a assinatura de novos contratos nas Honduras, em Angola e no México, no valor total de 450 milhões de euros, representativos de 9% da carteira total da empresa no 1º semestre do ano e 10% da carteira da construção. Adicionalmente, o grupo deu a conhecer a assinatura de um contrato de mineração na Guiné-Conacri, o qual totaliza cerca de 220 milhões e terá uma duração estimada de 6 anos e 9 meses.

A F. Ramada seguiu-se nas subidas ao valorizar +2,75% para 5,980 euros sendo depois acompanhada pela Corticeira Amorim (+1,78% para 11,460 euros).

O BCP (+0,55% para 0,2020 euros) e a Galp (+0,17% para 14,955 euros) também contribuíram favoravelmente para o mercado.

Pelo contrário, a Jerónimo Martins foi o pior performer do mercado (-1,56% para 14,480 euros). Isto depois da retalhista informar que vai aumentar os salários dos colaboradores que tem na Polónia a trabalhar para a cadeia Biedronka.

A EDP Renováveis e a EDP também fecharam em queda. A EDPR caiu -1,18% para 10,08 euros. Já a EDP desceu 1,02% para os 3,7750 euros.

A Semapa deslizou -1,43% para 13,80 euros; a Sonae Capital (-1,28%); e a Pharol recuou -1,17%.

Os principais índices europeus fecharam mistos esta quarta-feira, perante a contínua incerteza associada ao Brexit.

A dar algum conforto está a melhoria do sentimento empresarial na Alemanha, com destaque para a subida do indicador que mede as expectativas para os próximos 6 meses.

Em termos macroeconómicos, o índice Ifo na Alemanha revelou que a confiança dos empresários melhorou mais do que o esperado em dezembro, atingindo o máximo dos últimos 6 meses. Este índice subiu para 96,3 em dezembro, face à leitura de 95,1 em novembro, superando as expectativas dos economistas de 95,5.

No entanto o alemão Dax caiu 0,49% para 13.222,16 pontos.

O EuroStoxx 50 caiu 0,063% para 3.742,93 pontos. A FTSE 100 de Londres subiu 0,21% para 7.540,75 pontos. O CAC 40 caiu 0,15% para 5.959,60 pontos. O IBEX ganhou 0,061% para 9.621,80 pontos e o FTSE MIB desceu 0,0080% para 23.628,87 pontos.

“A par do acordo entre os EUA e a China no âmbito da guerra comercial, o alívio dos investidores sobre a economia global tem ajudado os índices a valorizarem”, revelou o analista da Mtrader que adianta que o novo corte de projeções por parte da FedEx é um dos destaques do dia e que penaliza empresas como a Deutsche Post, Bpost e PostNL.

No setor automóvel, o grupo PSA e Fiat-Chrysler confirmaram a fusão em partes iguais O CEO da nova empresa será Carlos Tavares, o atual responsável pela Peugeot.

O petróleo subiu 0,08% para 66,15 dólares no mercado de Londres.

A dívida alemã a 10 anos agravou 4,6 pontos base para -0,249%. A dívida portuguesa subiu 3,9 pontos base para 0,393% e os espanhóis viram a dívida subir 3,7 pontos base para 0,43% e Itália agravou 6,5 pontos base para 1,338%.

O euro caiu 0,30% para 1,1117 dólares.

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