Motoristas de mercadorias criticam ANTRAM de criar “alarmismo social”

Para o SIMM, este alerta “reflete a filosofia que temos vindo a constatar na maioria dos patrões em Portugal (subsidiodependência), primeiro criar alarmismo social para abrir caminho ao governo para vir em seu auxílio e adotar medidas fiscais para minimizar o impacto do aumento salarial dos trabalhadores, sem grande contestação pública”.

combustíveis, motoristas

O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) criticaram esta terça-feira a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) de criar “alarmismo social”após as declarações do advogado da associação patronal que alertou para um “impacto brutal” resultante da entrada em vigor do novo CCTV [Contrato Coletivo de Trabalho Vertical] em 2020. “As empresas não terão capacidade para absorver e internalizar todos os custos”, avisou André Matias de Almeida.

Para o SIMM, este alerta “reflete a filosofia que temos vindo a constatar na maioria dos patrões em Portugal (subsidiodependência), primeiro criar alarmismo social para abrir caminho ao governo para vir em seu auxílio e adotar medidas fiscais para minimizar o impacto do aumento salarial dos trabalhadores, sem grande contestação pública”.

Este sindicato considera que é “inadmissível que durante 20 anos não tenha havido atualização salarial e agora que ela existe
isso se faça à custa da redução de impostos ou outros benefícios fiscais, retirando dessa forma financiamento ao estado português e quiçá, procurar compensar a perda de receita através de impostos pagos por todos os contribuintes”

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