Mudam-se os tempos, mudam-se as competências

Se a expressão soft skills não lhe diz nada, continue a ler este artigo e descubra as razões pelas quais os recursos humanos são hoje uma realidade bem diferente daquilo que eram.

Os tempos em que o Curriculum Vitae se destinava unicamente a partilhar a biografia e as competências técnicas já lá vão. Elas são todas as habilidades que podem ser ensinadas e que, hoje em dia, são complementadas também pelas soft skills, cada vez mais determinantes na hora de arranjar um emprego. Mais do que perceber o conceito, é fundamental descobrir a importância que têm para melhorar as competências e o desempenho de um profissional.

Há uma verdade inquestionável: uma competência técnica é mais fácil de adquirir do que exercitar uma competência comportamental. Por isso, as soft skills são um conjunto de habilidades e competências relacionadas com o comportamento humano e a personalidade. Estão relacionados com as aptidões mentais, emocionais e sociais. Nascem com a experiência, cultura e educação de cada um, para além de que estão relacionadas com a forma como as pessoas se relacionam e interagem com as pessoas.

Chegou a era da inteligência emocional

O mercado de trabalho acompanha as sociedades, os sucessos económicos, as crises financeiras. A cada ano que passa, o mercado de trabalho fica mais competitivo. Surgem novas profissões, novas especialidades… todos estes factores fazem com que a competição seja mais exigente e apele a mais requisitos do que as habituais apetências curriculares. Apesar de Darwin já referir a importância da expressão emocional para a sobrevivência e adaptação, a sua incorporação na realidade empresarial e de liderança é agora um facto. E para quem não a tem, naturalmente, a inteligência social pode ser desenvolvida em qualquer altura da sua vida. A receita é simples: estar 100% motivado e descobrir as competências que têm que desenvolver. Às empresas interessa contratar pessoas que nos deixem confortáveis, pessoas que saibam ouvir atentamente, alguém com seja possível estabelecer sintonia, empatia. Como? Daniel Pink, autor multipremiado de vários livros sobre gestão e comportamento humano, considerado um dos 15 pensadores mais importantes do Mundo pelo Thinker50, tendo ficado em 2018 na décima primeira posição, considera que há três formas de desenvolver ou fortalecer as soft skills que hoje em dia são tão necessárias.

A primeira é a autorregulação. A gestão das emoções faz com que o stress diminua, o que significa que se existir uma emoção forte, ficando consciente dela é possível nomeá-la e deixá-la passar, sem reagir no imediato. Isto faz com que mantenha o foco e o corpo fique relaxado.

A segunda é aprender a gerir o tempo, ter boa vontade na comunicação e agir de forma educada. A terceira forma de desenvolver estas competências, é através da criação de uma cultura de feedback: ouvir os outros – amigos, colegas, professores, gestores e familiares –, pessoas que o conhecem profissional e pessoalmente. Graças às suas opiniões será possível fazer uma avaliação de si próprio, podendo aproveitar as respostas para melhorar.

No Grupo Multipessoal o reconhecimento do talento dos profissionais segue esta tendência, valorizando-se cada vez mais as soft skills como a inteligência emocional e a capacidade de resolução de problemas complexos na seleção de candidatos. Zeinul Jamal, CCO do Grupo Multipessoal, acredita que “aliando a experiência técnica a outros fatores de desenvolvimento pessoal na seleção de candidatos quem sai a ganhar são as empresas porque, através dos seus mecanismos de avaliação, tornam-se capazes de colocar os melhores em posições de destaque e a fomentar o negócio da organização”.

Mais informações, aqui.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Multipessoal.

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