Mundial 2022. Qatar assume a morte de “entre 400 a 500” trabalhadores migrantes

“A estimativa é de cerca de 400” mortes de trabalhadores migrantes na construção dos estádios, de acordo com as declarações do principal responsável pela coordenação entre entidades públicas e privadas na construção dos estádios da competição. Estes números contradizem as estimativas de que terão morrido milhares de trabalhadores.

Estádio 974

O principal responsável pela coordenação entre entidades públicas e privadas na construção de estádios para o Mundial que se está a realizar no Qatar deu novidades relativamente aos números de fatalidades registados naquele país, no âmbito daquela competição. Em declarações ao programa de televisão Piers Morgan Uncensored, Hassan al-Thawadi disse que “a estimativa é de cerca de 400” mortes de trabalhadores migrantes.

“Entre 400 e 500. Não tenho o número exato, isso é algo que está a ser debatido”, referiu, citado pelo diário britânico “The Guardian”, o secretário-geral do Comité Supremo de Entrega e Legado do Qatar. “Uma morte é demasiado, é tão simples quanto isso. [Mas] todos os anos os padrões de saúde e segurança dos locais de trabalho estão a melhorar, pelo menos no Mundial”, sublinho.

Por outro lado, o Comité Supremo mantém a garantia de que, desde 2014, existiram unicamente três mortes de trabalhadores migrantes relacionadas com os trabalhos no estádios de futebol. A estas, somam-se 37 mortes não relacionadas com aqueles trabalhos, entre os mesmos trabalhadores migrantes.

Estes números contradizem as estimativas de que terão morrido milhares de trabalhadores migrantes no Qatar. Em 2021, uma investigação do “The Guardian” dava conta da morte de 6.500 trabalhadores desde 2011. Os migrantes haviam ali chegado de cinco países (Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Síria).

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