Mutualista Montepio: Corte Real diz que abstenção “diminui drasticamente” legitimidade de quem venceu

“A afluência às urnas, de cerca de 5%, revela um enorme afastamento dos Associados em relação à Mutualista”, diz Pedro Corte Real, que liderou a lista menos votada nas eleições para a instituição.

Cristina Bernardo

Pedro Corte Real, um dos candidatos derrotados nas eleições para os órgãos sociais da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) considerou, este sábado, que a abstenção verificada, superior a 95%, “diminui drasticamente a legitimidade de quem ganhou”.

A lista de Virgílio Lima venceu as eleições para a AMMG, realizadas esta sexta-feira, 17 de dezembro, com 47,98% dos votos (11.557 votos).

Em segundo lugar nas eleições ficou a lista de Pedro Gouveia Alves (Lista D) com 24,33% (5.861 votos); em terceiro lugar ficou a lista C, de Eugénio Rosa com 15,47%, correspondente a 3.725 votos; e, por fim, na última posição ficou a lista B, de Pedro Corte Real, com 10,11%, representando 2.434 votos.

Em comunicado, Pedro Corte Real considera que “a grande ilação que retiramos dos resultados de hoje é a brutal abstenção, 95%, o que diminui drasticamente a legitimidade de quem ganhou”.

“A afluência às urnas, de cerca de 5%, revela um enorme afastamento dos associados em relação à Mutualista. Um afastamento que tem responsáveis, que são quem geriu a instituição nos últimos 20 anos e as autoridades que foram complacentes com essa gestão”, refere, acrescentando que os membros da sua lista vão “continuar a trabalhar” para alterar a situação.

Os membros da Lista B concluem o comunicado com um “cumprimento” a Virgílio Lima e à Lista A pela vitória e o “desejo” de que “consigam reconstruir o Montepio e salvar esta instituição”.

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