“Não há necessidade de novo Governo”. Costa defende “estabilidade”

O primeiro-ministro lembrou que, em anos anteriores, foi criticado por ser “ultra-conservador na manutenção de membros do Governo”.

O primeiro-ministro português assumiu que não existe necessidade de nova remodelação governamental. “Não vejo necessidade de haver novo Governo”, disse António Costa, em resposta às declarações de André Ventura ao dia de ontem, em que convidou o Presidente da República a formar um novo Governo.

Costa relembrou, em Oeiras, que este é o terceiro Governo que lidera, e que “durante seis anos fui muito criticado por ser ultra-conservador na manutenção de membros do Governo”.

É importante lembrar que o Governo de Costa tem estado debaixo de fogo depois de 13 demissões em nove meses. O primeiro-ministro apontou que foi criticado por fazer poucas remodelações nos últimos governos e por “estar excessivamente apegado à estabilidade e tenho orgulho de nos dois primeiros governos vários ministros e ministras terem estabelecido novos máximos de duração em funções naquelas pastas e pastas difíceis”.

“Se andarmos sempre a mudar os membros do Governo há descontinuidade de políticas”, aponta. Para António Costa, isto dificulta a governabilidade, uma vez que “quem chega terá de rever o que o [ministro] anterior decidiu e temos um fator de entorpecimento da atividade governativa”, relembra que “é aquilo que os portugueses disseram, há um ano, que não queriam”.

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