Não ia perder o meu tempo com Trump, diz Greta Thunberg

Durante uma entrevista à rádio BBC, Thunberg descartou as criticas e considerou engraçados os ataques pessoais contra si. “Estão aterrorizados dos jovens provocarem mudanças que não querem, mas isso na verdade só prova que estamos a fazer algo e que eles nos veem como um tipo de ameaça”.

A jovem ativista do ambiente contou, esta segunda-feira, que decidiu não confrontar Donald Trump durante a Cimeira do Clima da ONU, em Nova Iorque, porque teria sido uma perda de tempo já que ele não prestaria atenção. Em causa está um video da ativista sueca de 16 anos a olhar direta e furiosamente para Trump. O momento rapidamente tornou-se viral nas redes sociais.

Questionada sobre o que teria dito ao presidente se tivessem conversado, a jovem sueca respondeu: “Sinceramente, acho que não teria dito nada, porque obviamente ele não ouve os cientistas e especialistas, então por que me ouviria?”

“Eu provavelmente não teria dito nada, não ia perder o meu tempo”, acrescentou.

A confissão foi feita durante uma entrevista ao programa “Today” da rádio da BBC, esta segunda-feira, do qual foi a editora convidada. Nela, Greta também disse que considera engraçados os ataques pessoais que sofre e que espera voltar a ter uma vida normal em breve.

“Estes ataques são engraçados, porque obviamente não significam nada”, disse. “Acho, claro, que significa algo: que estão aterrorizados dos jovens provocarem mudanças que não querem, mas isso na verdade só prova que estamos a fazer algo e que eles nos veem como um tipo de ameaça”. Este mês, Trump disse no Twitter que Greta precisava de tratamento para a raiva, enquanto o presidente Jair Bolsonaro chamou a jovem sueca de “pirralha”.

Foi no ano passado que Greta Thunberg iniciou o movimento global “Fridays for Future”, inspirando milhões, especialmente jovens, a lutarem contra as mudanças climáticas.

Em 2019, o nome da ativista ambiental chegou à lista das 100 pessoas mais influentes do planeta e Greta foi eleita como personalidade do ano pela revista “Time”.

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