Premium“Não rejeito a arte feita por Inteligência Artificial”

O fotógrafo e videoartista Nuno Cera lançou-se, em 2019, num projeto de investigação sobre Sines, a cidade onde viveu até aos 21 anos e onde fez a sua primeira aproximação à fotografia. A exposição “Luzes Distantes” é o resultado desse reencontro, feito de fotografias e vídeo, que ilustram os protagonistas por si escolhidos para esta reflexão: a Autoridade Portuária de Sines, a Central da EDP, o Terminal XXI, as refinarias da Galp Energia e da Repsol, a Pedreira, as terras do futuro Data Centre e o EllaLink, em justaposição com paisagens naturais.

“Nada é final. A única realidade é a mudança”.

Estas palavras não foram escritas a pensar na exposição “Luzes Distantes”, de Nuno Cera. Escreveu-as Clarence Brown em 1992 sobre “about Yevgeny Zamyatin” e figuram na publicação alusiva à exposição do fotógrafo e videoartista português que pode ser vista até até dia 13 de março no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. Mas poderiam ser, pois refletem a essência daquilo que Nuno Cera quer registar: a mudança.

Não é necessário ter uma relação afetiva e pessoal com Sines, epicentro da ação de “Luzes Distantes”, para percebermos que este é um território em transformação. Há décadas que assim é. E se tal metamorfose escapa a alguns (muitos?), há quem fixe o olhar neste território e o devolva registando essas transformações.

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