Natal. Consumidor volta a recorrer ao cartão de crédito

Os consumidores que vão utilizar o cartão de crédito este Natal pretendem gastar mais 23% que em 2014. Passou de 360 para os 444 euros, o valor mais alto dos últimos cinco anos, segundo a Cetelem.

A intenção de utilizar o cartão de crédito para pagar as compras de Natal voltou a aumentar este ano face a 2014, divulgou esta manhã o Observador Cetelem, no seu estudo sobre as intenções de consumo deste Natal.

Em 2014, 11% dos portugueses com cartão de crédito tencionavam utilizá-lo como forma de pagamento. Este ano, a percentagem chega aos 18%, a Celetem neste estudo realizado em parceria com a Nielsen. O montante a ser pago com cartão de crédito “aumentou consideravelmente”, cerca de 23%, tendo passado dos 360 para os 444 euros, o valor mais alto dos últimos cinco anos.

Desde o Natal de 2012, ano em que os portugueses gastaram cerca de 251 euros com cartão de crédito, houve um aumento de 193 euros. O Observador Cetelem revela ainda que 18% dos utilizadores de cartão de crédito tencionam gastar entre 250 a 500 euros, 17% entre 100 a 249 euros e 15% entre 500 a 1000 euros. Apenas uma pequena minoria tenciona ir além dos 1000 euros (3%).

Os indivíduos entre os 35 e 44 anos são os consumidores que mais possuem cartão de crédito (45%). No entanto, os inquiridos com maior intenção de utilizar essa forma de pagamento nas compras de Natal têm entre 25 e 34 anos (32%). Os mais jovens, entre os 18 e os 24 anos, são os que menos possuem cartão de crédito (7%) e que menos tencionam utilizá-lo nas compras de Natal (3%).

Na análise por classe socioeconómica, verifica-se que são os consumidores pertencentes à classe mais alta (AB) que mais têm cartão de crédito (53%) e que apresentam maior intenção de utilizar esta forma de pagamento nas compras natalícias (39%). No sentido inverso, 14% dos indivíduos da classe mais baixa (C2/D) possuem cartão de crédito, dos quais apenas 5% pretendem utilizá-lo para fazer face aos gastos com o Natal.

O estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro de 2015. O erro máximo é de +4.0% para um intervalo de confiança de 95%.

OJE 

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