Natal em segurança: estas são as recomendações de Graça Freitas para as famílias portuguesas

A líder da DGS considera que a semana de contenção pode não ser suficiente para travar a vaga da Ómicron.

Miguel A. Lopes / Lusa

A diretora-geral da Saúde deixou vários alertas sobre a situação pandémica em Portugal e a necessidade de tomar medidas para travar a vaga da Ómicron.

Em relação ao natal, deixou várias recomendações às famílias portuguesas: poucas pessoas, divididas por várias mesas, num espaço arejado, com a máscara a ser somente retirada à refeição.

“Em vez de estarmos todos numa mesma mesa é preferível ter duas ou três pequenas mesas”, disse Graça Freitas em entrevista à “SIC Notícias”.

A responsável deixou vários alertas sobre os espaços fechados. “Quanto maior for o aglomerado de pessoas num espaço interno, maior a probabilidade de, havendo alguém infetado, a doença se transmitir”, afirmou.

“Temos insistido na ventilação dos espaços. [Discotecas podem continuar abertas?] Depende das lotações, depende da testagem”, acrescentou.

A líder da DGS disse que o país está perante uma “situação de altíssima incerteza”, admitindo que “pode ser necessário ampliar” o período de contenção previsto – de 2 a 9 de janeiro. “Se há grande incerteza deve haver uma cautela maior”.

“Essas decisões devem ser tomadas pelo governo que tem toda a legitimidade e informação para o fazer”, defendeu.

Sobre a vacinação, Graça Freitas revelou que “dentro de um ou dois dias” vai ter “novo parecer da comissão técnica de vacinação para fazer uma recomendação de alargar as doses de reforço para faixas inferiores aos 40 anos, por ordem decrescente”.

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