NATO. Marin espera que processo de ratificação seja concluído em breve

A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, disse hoje esperar que o processo de ratificação da adesão do seu país à NATO prossiga sem sobressaltos e rapidamente, escusando-se a “especular” sobre eventuais obstáculos por parte da Turquia.

7 – Finlandia

Questionada hoje em Estrasburgo sobre se receia que o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, coloque entraves ao processo de adesão da Finlândia e da Suécia, países que acusou de acolherem “terroristas”, Sanna Marin disse não ter qualquer informação nesse sentido e manifestou-se convicta de que o processo poderá ser concluído rapidamente.

“Estamos naturalmente a falar regularmente com a Turquia sobre as questões que eles levantaram e a trabalhar com base nos princípios que acordámos”, disse a líder finlandesa, numa conferência de imprensa em Estrasburgo após ter discursado perante o Parlamento Europeu.

A Turquia foi o único Estado-membro da NATO a manifestar inicialmente oposição à adesão dos dois países nórdicos, acusando-os de acolherem pessoas com ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e às Unidades de Proteção Popular (YPG), o movimento curdo da Síria, e ainda suspeitos de envolvimento no fracassado golpe de Estado na Turquia em 2016.

Contudo, os três países assinaram um memorando trilateral durante a cimeira da NATO de junho em Madrid no qual a Turquia forneceu o acordo preliminar à entrada de Estocolmo e Helsínquia, em troca de uma cooperação na “luta contra o terrorismo”.

Na sequência deste acordo, a Turquia afirmou ter solicitado a extradição de 12 suspeitos da Finlândia e de 21 da Suécia.

“Não quero especular, não temos informação de que haja qualquer problema. Esperamos que o processo de ratificação prossiga sem sobressaltos e rapidamente”, afirmou a primeira-ministra finlandesa.

Até ao momento, 24 países membros da Aliança Atlântica já ratificaram a adesão de Suécia e Finlândia, restando seis: Portugal, que o fará já na próxima sexta-feira, Grécia, Hungria, Eslováquia, Espanha e Turquia.

Na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, a Suécia e a Finlândia — dois países tradicionalmente neutros — entregaram um pedido de adesão à NATO em 28 de maio.

Hoje, no seu discurso no hemiciclo de Estrasburgo, Sanna Marin sublinhou a necessidade de a União Europeia (UE) se manter unida no apoio à Ucrânia, face à “chantagem” da Rússia, que está a utilizar o fornecimento de gás como uma arma de guerra.

“A Rússia não pode ganhar a guerra e não permitiremos que tal aconteça. Esta semana ouvimos as grandes notícias sobre o sucesso das forças ucranianas contra o brutal exército russo. Mas a nossa ajuda vai continuar a ser necessária durante muito tempo. Os europeus têm de permanecer comprometidos com este esforço”, disse.

“Enquanto líderes, temos de construir e reconstruir essa unidade permanentemente. O inverno vai ser difícil. Vemos os altos preços da energia já a provocarem divisões e a inflação está a atingir as sociedades europeias. Mas não temos realmente outra escolha que não seja mantermo-nos unidos”, exortou.

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