NATO: Stoltenberg na Turquia para discutir adesão da Finlândia e Suécia

O secretário-geral da NATO discutirá com as autoridades turcas o acordo de exportação de cereais da Ucrânia e a candidatura da Finlândia e Suécia à Aliança Atlântica.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, discutirá com as autoridades turcas o acordo de exportação de cereais da Ucrânia e a candidatura da Finlândia e Suécia à Aliança Atlântica, numa visita ao país eurasiático a partir de quinta-feira.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros turco informou hoje que a visita de Jens Stoltenberg irá durar de 03 a 05 de novembro, estando previstos encontros com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavusoglu, e com o ministro da Defesa, Hulusi Akar.

Espera-se que as conversações se centrem no acordo de exportação de cereais da Ucrânia com a Rússia, que Moscovo suspendeu no fim de semana passado e que disse hoje estar a reativar.

É esperado também que o secretário-geral debata a planeada adesão da Finlândia e da Suécia à NATO e a relutância da Turquia em aceitar adesão, relata a agência noticiosa turca Anadolu.

Há uma semana, Stoltenberg relatou a sua intenção de visitar Erdogan para insistir que o seu país aprovasse a adesão oficial da Finlândia e da Suécia como novos membros da Aliança Atlântica, solicitada por ambas as nações nórdicas após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O secretário-geral da NATO disse na altura que o objetivo é “assegurar o mais depressa possível que todos os 30 aliados tenham ratificado o protocolo de adesão, permitindo que a Finlândia e a Suécia se tornem membros de pleno direito da Aliança”.

A Turquia é o único país, juntamente com a Hungria, que ainda não validou a adesão dos novos candidatos, e opõe-se fortemente a fazê-lo enquanto os dois países nórdicos continuarem a, como alega, apoiar movimentos curdos combatidos pela Turquia, caso o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

O governo turco criticou a Suécia em particular por dar alegadamente dar asilo político aos membros da guerrilha curda e permitir manifestações de simpatizantes, incluindo discursos no parlamento sueco a favor da legalização do PKK, que é também considerado uma organização terrorista na União Europeia.

Durante a cimeira da NATO em junho, em Madrid, a Finlândia e a Suécia assinaram um memorando trilateral com a Turquia para reforçar a cooperação na luta contra o terrorismo.

O novo governo sueco do conservador Ulf Kristersson reafirmou o seu compromisso com o pacto, mas Ancara queixou-se de que até agora não foram tomadas medidas concretas, especialmente sobre o compromisso de extraditar cidadãos turcos acusados pelo sistema judicial turco de “terrorismo”.

Erdogan salientou várias vezes que existem menos problemas com a Finlândia do que com a Suécia, uma vez que o país tem uma atitude “mais positiva”.

Na passada segunda-feira, Stoltenberg falou com o Presidente finlandês Sauli Niinistö e manifestou confiança em que o seu país se tornará “em breve” membro da Aliança.

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