NAV Portugal conclui complementação de novo sistema de gestão do tráfego aéreo

A NAV Portugal concluiu, na segunda-feira, a transição para o novo sistema de gestão do tráfego aéreo, que se iniciou no dia 18 de outubro e levou à realização de mais de 400 voos no período noturno em Lisboa.

A NAV Portugal concluiu, na segunda-feira, a transição para o novo sistema de gestão do tráfego aéreo, que se iniciou no dia 18 de outubro e levou à realização de mais de 400 voos no período noturno em Lisboa.

“Seis semanas depois, e de acordo com o previsto e planeado com todos os operadores, a NAV Portugal concluiu a 28 de novembro de 2022 a transição para o novo sistema de gestão de tráfego aéreo Topsky”, destacou.

“A entrada em operação do Topsky no centro de controlo de tráfego aéreo de Lisboa começou a 18 de outubro de 2022 e estendeu-se às torres de controlo de tráfego aéreo do aeroporto de Lisboa e do aeródromo de Cascais – ambas a 18 de outubro 2022 – às torres de controlo dos aeroportos do Funchal e do Porto Santo – a 25 de outubro – e às de Faro e do Porto, com entrada em operação respetivamente a 8 e 15 de novembro de 2022”, indicou a empresa.

Este sistema permite “reforçar a segurança” da atividade, “tornar as rotas mais expeditas, gerir os fluxos de tráfego de forma otimizada com recurso a mais tecnologia, contribuir para recuperar atrasos na operação e assim aumentar a poupança de combustível, com a consequente redução da pegada de carbono do setor”, referiu.

Segundo a NAV, “esta foi uma transição complexa, planeada durante vários meses e articulada com todos os parceiros envolvidos, nomeadamente as companhias de aviação”, destacando que “a partir desta data estarão em funcionamento paralelo os dois sistemas, o novo Topsky e o antigo Lisatm, este último como ‘backup’, assegurando-se os níveis de redundância requeridos, o que exige um esforço adicional da equipa NAV”, referiu.

A empresa recordou que, durante estas seis semanas, esteve em vigor uma portaria do Governo que criou um regime excecional relativo à operação de aeronaves no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, durante o período temporal “estritamente necessário para assegurar o processo de mudança de sistema de gestão de tráfego aéreo, tendo início no dia 18 de outubro e não se prolongando para além” do dia 28 de novembro de 2022, segundo o diploma, e que autorizou voos no período noturno.

De acordo com os dados divulgados pela NAV, foram 441 os voos que ocorreram nesse período, incluindo na segunda-feira.

“Considerando o dia 28 de novembro foram excedidos os limites impostos pela portaria, onde num total 20 de voos autorizados pela mesma foram realizados 22 voos”, reconheceu, indicando que “não considerando este dia suplementar o total cifrou-se em 19 movimentos nesta última semana de vigência da portaria de derrogação”.

A NAV lamentou “os transtornos que esta operação possa ter causado” nomeadamente às populações “à volta do aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, tendo para o efeito recorrido a medidas mitigadoras durante todo este período”, referindo que “foi possível utilizar a pista 20 desde o início da cabeceira na larga maioria dos voos destas seis semanas, bem como o procedimento de Continous Descend Operations — CDO — em paralelo com o pedido para os operadores fazerem recurso a inversão de potência das aeronaves na posição mínima, para reduzir os níveis de ruído”.

A NAV disse ainda que “a maioria das aeronaves que demandam Lisboa é de nova geração e com motores menos ruidosos”.

De acordo com a empresa, terminada a migração do sistema, “a NAV Portugal continuará a prestar os serviços de tráfego aéreo na Região de Informação de Voo de Lisboa no escrupuloso cumprimento das normas de segurança em vigor para a aviação civil”, sendo que a partir de 28 de novembro de 2022 “não existe nenhum regime de exceção, pelo que eventuais atrasos e cancelamentos terão de ser imputados a distintas origens como disrupções, greves, condições climatéricas adversas, ou outras que não podem ser imputadas ao controlo de tráfego aéreo”.

O projeto Topsky, comum a mais outros seis países e coordenado pelo Eurocontrol, foi apresentado pela NAV em 2019 e prevê um investimento de 103,8 milhões de euros, até 2023.

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