Navigator com lucros de 134,3 milhões, 5,4% abaixo do ano passado

A The Navigator Company registou um volume de negócios de 1.155,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, que compara com um valor de 1.204,3 milhões nos primeiros nove meses de 2015. A quebra no valor global das vendas resulta essencialmente da redução do valor de vendas na área de energia.

A Navigator, empresa de Pedro Queiroz Pereira, anunciou ao mercado que registou lucros de 134,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, que terminaram em Setembro. Este valor é 5,4% abaixo do registado no período homólogo de 2015.

O crescimento dos volumes de vendas de papel (+2%), de pasta (+9%) e de tissue (+27%), permitiu atenuar a evolução negativa dos preços de pasta e papel, refere a companhia. Embora o grupo Navigator volte a registar um recorde de vendas de papel em volume e em valor, atingindo 1.156 mil toneladas e 890 milhões de euros.

“O volume de negócios foi penalizado pelo decréscimo de vendas de energia resultante da aplicação das novas tarifas e consequente passagem para autoconsumo tal como já anunciado anteriormente (- 51,2 milhões de euros no volume de negócios)”, refere o comunicado.

As vendas totais nos nove meses foram de 1.155,4 milhões de euros (-4,1%).

O EBITDA até Setembro cresce 2,6% para 301,5 milhões de euros e a margem EBITDA/Vendas subiu para 26,1%
A empresa destaca ainda a evolução positiva do Free Cash Flow, que atingiu 101,1 milhões de euros no final de Setembro.

Os investimentos da empresa até Setembro somaram 100,6 milhões de euros, abaixo do registado nos nove meses do ano passado, incluindo 25,4 milhões de euros no negócio de pasta, papel e tissue,  7,2 milhões de euros no projecto de Moçambique e 67,8 milhões de euros na fábrica de pellets
nos Estados Unidos. Para além do investimento em activo fixo em Moçambique de  7,2 milhões de euros, estima-se um montante de cerca de 5,5 milhões de euros de investimento em activos biológicos.

O arranque da fábrica de pellets nos EUA, com entrada em laboração contínua, é um dos destaques do comunicado da empresa.

Em termos de dívida líquida o valor foi superior ao do período homólogo:  723,4 milhões de euros. Sendo que o rácio de dívida líquida sobre EBITDA subiu para 1,82%.

A companhia realça a reestruturação do endividamento que permite uma melhoria significativa dos resultados financeiros. E diz que a dívida líquida evoluiu em linha com o esperado e rácio Net Debt / Ebitda mantém-se em níveis adequados.

Nos três meses de 2016, entre Julho e Setembro, o valor global de vendas atingiu os 376,8 milhões de euros (-4,4%), reflectindo abrandamento do negócio de papel. No mesmo período o EBITDA do trimestre atingiu 106,2 milhões (+4,4%) e deu-se uma melhoria do Free Cash Flow no trimestre, com evolução positiva do fundo de maneio.

 

 

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