Nenhuma força consegue maioria. E agora Espanha?

O PP, que governou Espanha nos últimos quatro anos com maioria absoluta, voltou a ser o partido mais votado, mas está dependente de um pacto muito alargado para formar governo.


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O Partido Popular (PP) governou nos últimos quatro anos com maioria absoluta. Ontem voltou a ser o partido mais votado, elegendo 123 deputados, que correspondem a 28,71% dos votos. No entanto perdeu 3,5 milhões de votos quase um terço dos deputados que conseguiu em 2011.

O segundo mais votado foi o Partido Socialista, com 22% e 90 deputados.

O Podemos, liderado por Pablo Iglesias, ascende à terceira força política de Espanha, com 20,65% dos votos e 69 deputados, tornando-se na primeira força política na Catalunha e no País Basco.

Em quarto lugar surge o Cidadãos, liderado por Albert Rivera, partido centrista nascido na Catalunha para combater o independentismo, com 13,9% e 40 deputados.

Vou tentar formar governo e penso que Espanha precisa de um governo estável”, com “o objetivo único de defender os interesses de todos os espanhóis”, declarou Mariano Rajoy, líder do PP, ontem, ao anunciar a vitória nas eleições em Espanha.

O presidente do PP salientou que o seu partido “voltou a ganhar as eleições”, com “mais de 30 assentos de diferença para a segunda força”, o PSOE de Pedro Sánchez. Este afirmou, por seu turno, que está disposto a debater e a dialogar. Mas, como sempre disse, corresponde à primeira força política tentar formar governo”.

Para o diretor do prestigiado jornal El País, Antonio Caño, “a solução para a governabilidade não é evidente. O país entra um período de incerteza. Não se vê uma maioria óbvia.”

Neste momento, todos fazem contas visando uma possível saída. O conservador ABC destaca esta manhã que uma coligação entre PP e Ciudadanos, juntos totalizam 163 deputados,não atingiria a maioria simples necessária no Parlamento, uma vez que juntas as restantes as forças políticas totalizariam 187 deputados. Uma coligação à esquerda, juntando PSOE, Podemos e IU, necessitaria também do apoio de um partido nacionalista para poder viabilizar uma iniciativa de Sánchez.

Quatro décadas depois da instauração da democracia, os partidos vão ter de aprender o que é a democracia parlamentar.

Almerinda Romeira/OJE

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