Ninguém vai atender nos call centers da EDP. É dia de greve

Cerca de 150 trabalhadores das empresas de call center que prestam serviços à EDP concentraram-se no Parque das Nações, Lisboa, próximo do local de trabalho, no primeiro de dois dias de greve em protesto contra a precariedade e baixos salários. Os trabalhadores dos dois call centers de Lisboa, um a funcionar há cerca de um […]

Cerca de 150 trabalhadores das empresas de call center que prestam serviços à EDP concentraram-se no Parque das Nações, Lisboa, próximo do local de trabalho, no primeiro de dois dias de greve em protesto contra a precariedade e baixos salários.

Os trabalhadores dos dois call centers de Lisboa, um a funcionar há cerca de um ano no Parque das Nações e outro na Quinta do Lambert, subcontratados pela EDP, através da empresa Tempo Team, contestam o facto de continuarem a não ser integrados nos quadros da elétrica e permanecerem com baixas remunerações.

Estes trabalhadores dos ‘call centers’ atendem as chamadas dos clientes da EDP sobre faltas de energia, avarias, contratação ou faturação.

Anna Catarino, trabalhadora de um dos call center desde 2002 e representante do Sindicato das Industrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), explicou à agência Lusa que as empresas de call centers estão a prestar um serviço à EDP há mais de 20 anos e não fazem parte dos quadros da empresa.

“Temos colegas que já fizerem 25 anos de casa, sempre através de prestadores de serviços. Se nos bastidores fazemos aquilo que é necessário para linha da frente da EDP, então deveríamos ser EDP, não deveríamos estar fora”, sublinhou Anna Catarino.

De acordo com a sindicalista, a “grande fatia dos lucros anuais da empresa advém dos prestadores de serviços”.

Adiantou que se os cerca de dois mil trabalhadores nesta situação fossem dos quadros da EDP, esta “despenderia menos dinheiro do que aquele que contrata com as empresas de prestadores de serviços”.

“Somos EDP, somos a voz da EDP, mas no nosso recibo de vencimento de todos os meses somos prestadores de serviços”, revelou aquela trabalhadora, salientando que “há nove anos que os vencimentos estão estagnados”.

O último aumento “não chegou aos nove euros”, em ordenados que rondam o ordenado mínimo até aos 654 euros, precisou.

OJE/Lusa

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