“No photo”. Museu criticado por fotografia de Mick Jagger com a Guernica

O museu Rainha Sofia em Madrid não permite aos visitantes fotografarem a icónica pintura de Pablo Picasso.

A pintura Guernica de Pablo Picasso é a estrela do Museu Rainha Sofia em Madrid. A imponente pintura retrata o bombardeamento da cidade com o mesmo nome no País Basco pela aviação da Alemanha nazi durante a guerra civil de Espanha.

Mas a visita do vocalista dos Rolling Stones ao museu está a provocar polémica. Os Rolling Stones tocam esta noite em Madrid,  a digressão europeia arranca no estádio do Atlético, e Mick Jagger e os outros dois ‘stones’ têm estado a passear pela capital espanhola nos últimos dias.

Na terça-feira, o cantor da banda rock britânica teve direito a uma visita privada ao Rainha Sofia (dia de fecho habitual do museu).

Foi durante esta visita que o cantor tirou uma foto com a pintura lendária por trás. Partilhada nas redes sociais, a fotografia está a gerar polémica em Espanha, pois os visitantes do museu estão proibidos de tirar fotografia ao quadro.

Em reação, o museu disse que os motivos para não se permitirem fotos está relacionado com a “qualidade da visita”, não estando relacionado com os direitos de imagem, nem com algum tipo de degradação da obra. O objetivo é evitar aglomerações.

O museu disse à agência espanhola “Europa Press” que a proibição funciona como “praticamente uma recomendação”. Mas a verdade é outra: quem tiver visitado o Rainha Sofia e a Guernica terá assistido aos múltiplos gritos, em voz alta e de forma intimidatória, dos dois assistentes estacionados nos extremos da pintura: “No photo!”, é a ladainha repetida inúmeras vezes pelos vários assistentes ao longo do dia aos visitantes do museu.

Em 2016, houve um caso semelhante que envolveu o ator Pierce Brosnan. A fotografia foi partilhada pelo próprio museu nas suas redes sociais. Perante a chuva de críticas ao tratamento preferencial dado ao ator, o museu veio a público pedir desculpas, explicando que era uma ação de comunicação semelhante a outras ao longo dos anos.

Nas redes sociais, multiplicam-se as reações negativas:

“Desculpem, sou o Mick Jagger e faço o que me apetece”, escreveu Francisco Chacon, correspondente do jornal espanhol ABC em Lisboa, nas redes sociais

-“A mim quase que me arrancaram a mão no dia em que quis fotografar a Guernica. Mas não sou o Mick Jagger, claro”

-“Eu não pude tirar uma foto ao Guernica, mas o Mick já pode…”, de acordo com um utilizador português.

-“Eu tive que tirar uma fotografia da Guernica sorrateiramente, mas imagino que deram autorização ao Mick”

-“Este já pode visitar sozinho e fotografar a Guernica”

-“Porque raio este senhor pode ter uma foto com a Guernica e o meu filho não?”

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