“No turismo não existem concorrentes, existem complementos”, afirma Associação Ibérica

Miguel Martins, presidente da Associação Ibérica de Turismo de Interior, falava hoje, em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, durante a tomada de posse dos órgãos sociais da recém-criada AITI, cuja presidência está a seu cargo no quadriénio 2022/2025.

Marvão

O presidente da Associação Ibérica de Turismo de Interior (AITI) quer que a fronteira “não seja mais do que uma linha geográfica que divide os dois países ibéricos” e afirmou que no turismo “não existem concorrentes, mas sim complementos”.

“A 01 de janeiro de 1986 [século XX] Portugal e Espanha entraram para a União Europeia. Passados 36 anos, a fronteira continua de pedra e cal, sem que tenhamos tirado partido dessa abertura de fronteiras e das oportunidades colocadas à nossa disposição”, afirmou Miguel Martins.

Este responsável, falava hoje, em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, durante a tomada de posse dos órgãos sociais da recém-criada AITI, cuja presidência está a seu cargo no quadriénio 2022/2025.

“É isto que queremos mudar. É por isso que nasce a AITI. Queremos que a fronteira não seja mais do que uma linha geográfica que divide dois países. A AITI quer representar o interior ibérico, agrupar empresários do setor turístico e criar marcas fortes”, sustentou.

Miguel Martins prometeu começar a trabalhar já, pois, como disse aos presentes na cerimónia, “é para isso que cá estamos, porque de discursos estamos todos fartos”.

Adiantou ainda que o propósito da recém-criada associação é muito objetivo: “Vimos para vender territórios, criar riqueza, ser ouvidos junto do poder decisor e criar uma marca forte”.

Defendeu que têm de ser os próprios empresários a fazer o seu caminho e não esperar que o poder político decida para posteriormente serem confrontados com decisões feitas e sem terem sido auscultados.

“Fazer parte de um processo é ir de encontro a quem decide e encontrar soluções. A AITI quer colaborar e articular os setores público e privado. Neste momento temos um conjunto de peças soltas. Viemos para unir, pois só juntos podemos chegar longe”, concluiu.

Já a secretária de Estado da Valorização do Interior, que presidiu à sessão de tomada de posse dos órgãos sociais da AITI, congratulou-se com esta iniciativa “que parte do território”.

Isabel Ferreira participou no seu último ato político, enquanto secretária de Estado da Valorização do Interior, pois vai assumir, a partir de quarta-feira, a pasta da secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional.

“Quero felicitar-vos pela capacidade de mobilização. Este projeto é todo ele de valorização do interior”, frisou.

A governante voltou a relembrar que o Governo tem bem definida a estratégia para valorizar o interior e que esta vai ter continuidade no próximo executivo socialista.

Voltou a falar dos incentivos à mobilidade de trabalhadores para o interior, na criação de redes de espaço para teletrabalho ou nas medidas de apoio ao investimento empresarial.

Adiantou ainda que Portugal e Espanha têm uma estratégia comum de desenvolvimento transfronteiriço.

“Precisamos de projetos como este para consolidar essa estratégia transfronteiriça”, concluiu.

Esta organização une agentes económicos do setor do turismo dos dois lados da fronteira e tem como objetivo valorizar o território transfronteiriço ibérico de operadores turísticos, através da cooperação, colaboração e comercialização dos recursos e produtos existentes, com a criação de pacotes abrangentes face à proximidade de Portugal e Espanha.

A AITI nasceu para defender o turismo como setor criador de riqueza e sustentabilidade, com base nos seguintes princípios: unir, cooperar, colaborar, comercializar, ligar, sensibilizar, dar visibilidade, exigir, construir e tornar sustentável.

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