Norte-americanos decidem Congresso em clima de forte polarização

Para muitos analistas, estas eleições são uma espécie de referendo ao Governo do Presidente Democrata Joe Biden, mas são igualmente um teste à popularidade do ex-Presidente Republicano Donald Trump, que apoia vários candidatos presentes nos boletins de voto, tornando o processo muito participado e polarizado.

10 – Estados Unidos

Os norte-americanos escolhem hoje a totalidade dos 435 lugares na Câmara de Representantes, 35 dos 100 lugares do Senado e ainda 39 governadores, numas eleições intercalares fortemente polarizadas.

Para muitos analistas, estas eleições são uma espécie de referendo ao Governo do Presidente Democrata Joe Biden, mas são igualmente um teste à popularidade do ex-Presidente Republicano Donald Trump, que apoia vários candidatos presentes nos boletins de voto, tornando o processo muito participado e polarizado.

As mais recentes sondagens indicam que os Republicanos têm fortes probabilidades de retirar o controlo da Câmara de Representantes e do Senado aos democratas, num resultado que pode criar dificuldades acrescidas ao Governo de Joe Biden para fazer aprovar medidas no Congresso.

A derrota dos Democratas não será uma surpresa, não apenas pela fraca popularidade de Biden, mas também porque, nas últimas 25 eleições intercalares, apenas por três vezes o partido que controla a Casa Branca conseguiu vencer.

A agenda de campanha dos dois partidos foi substancialmente diferente, com os Republicanos a apostar nas críticas à política de imigração de Biden, bem como à dificuldade de gerir o aumento da inflação (que está acima dos 8%) ou o aumento da violência urbana; e com os candidatos Democratas a apostar na agenda social, nomeadamente a proteção do direito ao aborto ou o aumento do número de empregos na economia.

Uma das novidades desta campanha foi o tema da transparência democrática, com um número elevado de candidatos Republicanos (considerados ‘negacionistas’) a assumirem que acreditam que o resultado eleitoral das presidenciais de 2020 (que deu a vitória a Biden) foi consequência de “roubo político” e a alimentarem a possibilidade de não aceitarem o resultado das intercalares de hoje, por suspeita de nova fraude.

Na reta final de campanha, os Democratas trouxeram para o palco de vários comícios Joe Biden e o ex-Presidente Barack Obama, que aproveitou para apelar à mobilização do seu partido, alegando que é a própria sobrevivência da democracia norte-americana que está em causa nestas eleições.

Biden e Obama passaram, em campanha, este fim de semana, pelo estado de Pensilvânia, considerado um dos pontos decisivos para a tentativa de manutenção do controlo do Congresso.

Donald Trump também passou pela Pensilvânia, no sábado, antes de se dirigir para a Florida – outro estado tradicionalmente relevante para a noite eleitoral – com uma mensagem que prenunciou a sua entrada na campanha presidencial de 2024, tirando proveito da sua forte popularidade junto dos eleitores Republicanos (mais de 70% destes consideram-no a figura mais bem colocada para voltar a colocar o partido na Casa Branca).

A forte polarização nesta campanha leva os analistas a acreditarem que a participação eleitoral será elevada (tal como aconteceu nas presidenciais de 2020) e o voto antecipado (que se iniciou há várias semanas, presencialmente e por correspondência) já deu indicações nesse sentido.

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