Notícias falsas colocam Facebook, Twitter e Google em alerta

A luta contra as informações falsas que se agrava nos EUA prejudica essencialmente o Facebook, apesar do Twitter e Google também estarem sob alerta.

A luta contra as informações falsas que se agrava nos EUA prejudica essencialmente o Facebook, apesar do Twitter e Google também estarem sob alerta. O Google e o Facebook tomaram medidas na semana passada para reduzir os investimentos publicitários nas páginas de notícias falsas, mas há quem exija que se considere o Facebook uma empresa mediática com responsabilidade editorial, uma denominação que a rede considera não se aplicar.

“Eles estão no mesmo negócio que a maioria dos meios de comunicação, os quais geram audiência, e utilizam isso para vender publicidade”, considera Gabriel Kahn, um ex-jornalista que leciona na Universidade da Califórnia do Sul, citado pela “Exame” Brasil.

A rede social é considerada uma plataforma “neutra”, o que “permite que o ecossistema mediático se contamine” com notícias falaciosas.

Elad Gil, um empresário do setor tecnológico, acredita que para uma empresa com a experiência técnica do Facebook não deveria ser assim tão difícil determinar se um artigo é enganoso, “surpreendentemente, um grupo de estudantes de Princeton foi capaz de criar com muita rapidez um classificador de informações falsas durante uma hackathon (maratona de hackers) de 36 horas”.

Mark Zuckerberg, fundador da rede, comprometeu-se a intensificar os esforços para eliminar as notícias falsas, com uma “deteção reforçada”, tornando mais simples o procedimento de alerta da parte dos utilizares, uma “verificação por terceiros”, como por exemplo “organizações respeitadas de verificação de factos”, no entanto “os problemas são complexos, tanto técnica como filosoficamente. Acreditamos em dar voz às pessoas. (…) Não queremos ser os juízes da verdade”.

Jeff Jarvis, professor de Jornalismo na Universidade de Nova York, e John Borthwick, empresário, consideraram que a solução deve passar por uma maior cooperação entre o setor tecnológico e o dos meios de comunicação, de forma a ajudar os utilizadores a avaliar a credibilidade dos conteúdos.

“Não acreditamos que corresponda às plataformas julgar o que é verdadeiro ou falso (…) como censores de tudo”, escreveram ambos num blogue.

 

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