“Noto em Portugal uma cultura relojoeira cada vez mais robusta”

Enquanto administrador do Grupo Tempus, distribuidor exclusivo para Portugal de marcas de referência, David Kolinski tem a certeza de que as insígnias representadas pela sua empresa continuarão a saber surpreender os seus clientes com lançamentos e coleções inesperadas.

Que balanço faz de 2022?
É um balanço que consideramos positivo e que reflete uma recuperação do sector da relojoaria e joalharia a nível global, e que Portugal tem acompanhado. Este mercado, em especial no segmento do luxo, vivia em Portugal uma fase francamente boa no pré-pandemia, muito alavancada no grande crescimento do turismo de luxo.

Apesar do contexto internacional que vivemos, um certo “regresso à normalidade”, a que assistimos especialmente a partir do segundo trimestre deste ano, tornou 2022 num ano que podemos considerar de alguma retoma. Diria que o mercado da relojoaria e joalharia em Portugal se tornou mais desejável e mais atraente aos olhos dos clientes. Na Boutique dos Relógios (que detém a maior rede de relojoarias de Portugal e na Península Ibérica) assistimos em 2022 a uma procura por peças relojoeiras e de joalharia que, em muitos casos, tem mesmo suplantado a oferta das marcas que distribuímos.

Qual foi o vosso volume de negócios?
Não temos por hábito revelar os valores de faturação anual, mas posso-lhe dizer que o nosso objetivo para o final de 2022 passa por atingir um volume de negócios consolidado em linha com o ano de 2019, um ano de sinal positivo para o Grupo Tempus/Boutique dos Relógios.

Que perspetivas para 2023?
Há, e não posso deixar de o referir, um cenário de alguma incerteza tendo em conta a realidade económica atual, aliada à instabilidade geopolítica internacional. Tal obriga a um cálculo pragmático dos desafios que temos pela frente, a saber dar passos certos e seguros, sem deslumbramentos, mantendo a clara consciência de que estas condicionantes poderão retrair o consumo no nosso sector de atividade.

De qualquer forma, não perco o otimismo para 2023. Acredito, em primeiro lugar, que o turismo continuará em crescendo em Portugal, com naturais benefícios para o incremento da nossa atividade. Depois, estou profundamente convicto de que as diversas marcas, de relojoaria e joalharia, estão mais fortes, cada vez mais fortes, mais resilientes, e empenhadas em continuar a desenvolver bons produtos e a saber envolver o consumidor. Ou, dito de outra forma, vejo as marcas com mais capacidade de investimento em I&D e em ‘brand building’. Por último, noto em Portugal uma cultura relojoeira cada vez mais robusta, e creio que essa é uma caraterística que veio para ficar para 2023 e anos vindouros. Os clientes que visitam as nossas lojas da Boutique dos Relógios são cada vez mais conhecedores, mais exigentes, mais aficionados, e temos de ser capazes de responder a esta tendência com a garantia de que a qualidade do nosso serviço terá de estar presente, e sempre ao mais alto nível.

Que principais lançamentos tem previstos para o próximo ano?
Este é um mercado tradicional, mas excecionalmente dinâmico e inovador. Ainda muito recentemente tivemos a estreia da Buccellati, maison de alta joalharia de origem italiana, que passou a estar disponível em Portugal em exclusivo na Boutique dos Relógios Plus Art. Na Boutique dos Relógios, posso-lhe dizer que vamos assistir a inovações ao nível da experiência em loja, e que queremos ter uma presença digital renovada e mais completa. Enquanto administrador do Grupo Tempus, distribuidor exclusivo para Portugal de marcas de referência, tenho a certeza de que as insígnias por nós representadas continuarão a saber surpreender os seus clientes com lançamentos e coleções inesperadas.

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