Nova Feira Popular de Lisboa pode custar até 70 milhões de euros

Um estudo da consultora McKinsey estima que o espaço tenha capacidade para receber 1,3 milhões de visitantes anuais, ainda que o número de visitas possa aumentar até aos 2,5 milhões.

Largos anos depois de a Feira Popular de Lisboa, nos terrenos de Entrecampos, encerrar, a criação de uma nova está cada vez mais próxima. O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) saiu na passada semana e está estimado que a sua criação custe 40 milhões de euros, podendo ascender aos 70 milhões de euros, noticia o ‘Público’ esta segunda-feira, 23 de dezembro.

O investimento previsto no EIA vai ser suportado pelo futuro concessionário, uma vez que o futuro parque de diversões vai ser concessionado através de um concurso público lançado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML). Quem ganhar a construção do Parque Verde vai ter de fazer a “conceção, instalação, manutenção e operação da Feira Popular de Lisboa”, além de garantir a “conservação das áreas remanescentes do referido Parque Verde”, lê-se no documento.

O espaço de diversões em Entrecampos fechou portas em 2003 e a autarquia anunciou a intenção de devolver a Feira Popular à população em 2015, sendo que em novembro de 2016 Fernando Medina visitou os terrenos contemplados para a construção da futura feira de diversões.

Na altura em que foi anunciada a intenção de construção de uma nova Feira Popular de Lisboa foram contemplados para a instalação o parque verde de Monsanto, o Parque das Nações, o Parque da Bela Vista, a Doca do Poço do Bispo e o Jardim do Tabaco. Avançado no documento, o Parque das Nações implicava despesa extra com a descontaminação dos solos devido ao “antigo aterro sanitário de Beirolas”, além de faltarem “infraestruturas essenciais, tais como rede de transportes públicos e estação de Metropolitano”. Por sua vez, nos terrenos do Poço do Bispo, em Marvila, faltavam infraestruturas básicas que implicam uma “despesa de investimento muito significativa”, bem como “as adequadas acessibilidades e tinha restrições urbanísticas”.

Bilhetes a 2,50 euros mas feira sem data de conclusão

A entrada no novo espaço deverá ter um custo de 2,50 euros por visitante, embora este mesmo valor possa aumentar com a utilização das atrações.

Um estudo da consultora McKinsey estima que o espaço tenha capacidade para receber 1,3 milhões de visitantes anuais, ainda que o número de visitas possa aumentar até aos 2,5 milhões, uma vez que vai apresentar uma oferta diversificada de divertimentos e eventos culturais.

Com um espaço total de 16,9 hectares, o terreno em Carnide vai ser ocupado por diversões e espaços de restauração em 9,4 hectares do seu total, sendo que os restantes vão ser ocupados por espaço verde. A construção do parque verde deverá custar cinco milhões de euros à autarquia, que já gastou 11,5 milhões de euros para a aquisição de uma parte do terreno.

O estudo da consultora antecipa ainda que, no primeiro ano de atividade do espaço, este possa gerar uma receita na ordem dos 33 milhões de euros, sendo 22,3 milhões de euros na restauração de 10,8 milhões de euros em bilhetes, diversões e venda de produtos.

Deverão ser criados 600 postos de trabalho para que o parque funcione em condições. O mesmo estudo da McKinsey afirma que poderá criar um aumento de tráfego na ordem dos 4% no número de veículos ligeiros na zona da nova Feira Popular. Para tal, a CML e a Emel deverão criar dois parques de estacionamento “na envolvente do projeto” com capacidade para 2.200 veículos.

A conclusão do projeto estava prevista para 2018, mas o EIA estima que este possa estar concluído em setembro de 2020, sendo que a empreitada do parque verde, gerida pela autarquia, possa estar terminado em março de 2020.

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