Novo Banco aumenta capital em 250 milhões e muda de auditor

O aumento do capital social foi hoje integralmente subscrito e realizado pela acionista Nani Holdings por novas entradas em dinheiro no montante de 250 milhões de euros. O auditor deixou de ser a PwC para passar a ser a EY.

Cristina Bernardo

Tal como acordado com o BCE o Novo Banco aprovou um aumento de capital de 250 milhões de euros que já foi subscrito pelo Lone Star, que assim completa o investimento de mil milhões de euros no Novo Banco.

Esta decisão de antecipar a entrada dos 250 milhões para este ano, quando inicialmente estava previsto que fosse no prazo de três anos, foi tomada para dotar o banco de mais meios, para executar o plano de negócio com menores constrangimentos de capital.

“A Assembleia Geral do Banco deliberou um aumento do capital social do Novo Banco, a alteração de estatutos em resultado da deliberação de aumento de capital e a nomeação do Revisor Oficial de Contas”, diz  comunicado.

O Revisor Oficial de Contas deixou de ser a PwC e passou a ser a EY.

“O aumento do capital social foi hoje integralmente subscrito e realizado pela acionista Nani Holdings por novas entradas em dinheiro no montante de 250.000.000,00 euros (duzentos e cinquenta milhões de euros), estando pendente o respetivo registo comercial”, diz a nota.

Com esta operação, o capital social do Novo Banco passou de 5.650 milhões de euros para 5.900 milhões de euros, representado por 9.799.999.997 ações escriturais, nominativas, sem valor nominal, totalmente subscrito e realizado e, detido em 75% pela Nani Holdings, SGPS e em 25% pelo Fundo de Resolução.

A injeção dos 250 milhões não altera a posição acionista de 25% que o Fundo de Resolução  (um organismo público dotado com contribuições dos bancos) mantém no Novo Banco.

No próximo ano, tal como acordado, o Novo Banco vai fazer uma emissão de dívida subordinada com um valor mínimo de 400 milhões de euros. Irão ser emitidos títulos que, não contando para o rácio de capital core da instituição, contam para o rácio de capital total — são por isso títulos que contam para Tier 2. Se não houver procura para estes títulos o Fundo de Resolução toma firme com o dinheiro que está destinado ao mecanismo de capitalização contingente (um total de 3,89 mil milhões de euros).

Foi ainda deliberado “nomear para o cargo de Revisor Oficial de Contas com mandato a iniciar em 2018 a sociedade Ernst & Young Audit & Associados – SROC, representada por António Filipe Dias da Fonseca Brás e como Suplente, João Carlos Miguel Alves”, diz o comunicado.

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