Novo Banco vai alienar 1,75 mil milhões de euros em crédito malparado

Operação vai avançar em duas tranches e vai incluir grandes créditos, adianta a Debwire

Cristina Bernardo

O Novo Banco vai arrancar com a alienação de 1,75 mil milhões de euros referente a crédito malparado, de acordo com informação adiantada pela Debtwire. A operação chama-se Project Nata.

A Debwire avança alguns detalhes associados a esta operação: a primeira tranche deverá compreender uma verba de 550 milhões de euros referentes a empréstimos de 54 empresas, já a segunda tranche está relacionada com o malparado de mais de 62 mil empresas e famílias.

Esta segunda parcela inclui uma maior quantidade: 62.600 credores, de retalho e de empresas de menor dimensão, com um total de 1,2 mil milhões de euros.

A Alantra, KPMG e a Morgan Stanley deverão assessorar o banco neste negócio.

Malparado, um legado pesado

Recorde-se que o Novo Banco tem a vicissitude de ter herdado um pesado legado, ao nível dos ativos problemáticos do imobiliário; tem um legado pesado de NPL – Non Performin Loans (vulgo crédito malparado) e tem ainda uma herança de passivos caros que foram emitidos no tempo do BES.

Nas últimas contas semestrais, e quanto à limpeza do balanço, o banco revela que o crédito vencido líquido (NPLs) diminuiu 33% (1/3) em apenas um ano, de 32,1% (em junho de 2017) para 28,7% em junho deste ano.

“No semestre continuou a redução dos NPLs (non-performing loans, crédito não produtivo) cujo rácio continuou a melhorar situando-se nos 28,7% (-3,4% que o homólogo) provisionado em 63,0% (mais 11,8% que no período homólogo). O rácio de NPLs líquido de imparidades desceu de 15,7% em junho de 2017 para 10,6% neste semestre, uma redução de cerca de 33%”, lê-se no comunicado.

“A sinistralidade do crédito não produtivo reduziu-se para 28,7% (30 de junho de 2017: 32,1%; 31 de dezembro de 2017: 30,5%), com a respetiva cobertura por imparidade a aumentar para 63,0% (30 de junho de 2017: 51,2%; 31 de dezembro de 2017: 58,7%).

Neste primeiro semestre deste ano, as imparidades ascenderam a 248,4 milhões que comparam com o registo de 413,1 milhões no 1º semestre de 2017. A imparidade para crédito totalizou 199,6 milhões de euros face a 258,3 milhões apurados no período homólogo.

(em atualização)

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