Novo hospital será “forte contributo” para consolidar curso de Medicina na Madeira

Em 2018, o Governo Regional estabeleceu um processo de cooperação com a Universidade da Madeira, através de contratos-programa, para consolidar o mestrado integrado em Medicina na região, que vai totalizar 960 mil euros de apoio em cinco anos.

A entrada em funcionamento do Hospital Central e Universitário da Madeira, prevista para 2027, será um “forte contributo” para alargar o curso de Medicina na universidade do arquipélago aos 4.º e 5.º anos, indicou esta quinta-feira o Governo Regional.

“Um dos instrumentos que vão contribuir para que estes 4.º e 5.º anos sejam uma realidade é quando tivermos o novo hospital”, disse o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, sublinhando que “não falta muito” para que o curso de Medicina seja ministrado na íntegra na Universidade da Madeira (UMa).

O governante falava à margem da assinatura de um contrato-programa com a universidade, no Funchal, no âmbito do Ciclo Básico do Mestrado Integrado em Medicina (CBMIM) e da sua extensão ao 3.º ano.

Os dois primeiros anos do ciclo básico do curso de Medicina são ministrados na UMa desde 2004 e o 3.º ano começou em 2021.

“É um trajeto que ao fim de 18 anos nos orgulha muito e que permitiu já a passagem de 573 alunos”, disse Pedro Ramos, explicando que 40% fizeram o internato de formação geral na Região Autónoma da Madeira.

Em 2018, o Governo Regional estabeleceu um processo de cooperação com a Universidade da Madeira, através de contratos-programa, para consolidar o mestrado integrado em Medicina na região, que vai totalizar 960 mil euros de apoio em cinco anos.

“Agora vamos assinar mais uma tranche, no valor de 200 mil euros, no sentido de termos a Universidade da Madeira com as condições adequadas para promover a formação, a investigação e a inovação”, disse Pedro Ramos.

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