Novobanco agrava comissões nas contas, cartões e leasing

O banco liderado por Mark Bourke prepara-se para agravar as comissões de manutenção de conta, cartões e operações de leasing no próximo ano. O Novobanco afirma que a revisão do preçário é “bastante limitada e pontual” e que 75% dos clientes não serão afetados pelos aumentos.

O próximo ano vai trazer aumentos nas comissões cobradas pelo Novobanco. Além de o banco ir agravar o custo da manutenção de conta, também será necessário gastar mais com o cartão para se ter acesso à bonificação. E o aumento dos encargos não fica por aqui, estendendo-se aos cartões de débito e às operações de leasing. Uma revisão dos preços que a instituição financeira garante ser “bastante limitada e pontual” e que serve para “premiar a relação com os seus clientes mais fidelizados”.

De acordo com as alterações de preçário publicadas pelo Novobanco, e que entram em vigor a 11 de abril do próximo ano, os clientes com Conta 100% vão passar a pagar 6,90 euros por mês nos casos em que não há bonificação face ao valor atual de 5,90 euros. Quando há bonificação, o valor mantém-se nos 3,50 euros. No entanto, para se ter acesso a uma comissão mais baixa será necessário gastar 250 euros em cartão em comparação com os atuais 100 euros.

Outros critérios para se ter acesso à bonificação passam pela domiciliação de ordenado e por ter duas ou mais autorizações de débito em conta de despesas mensais da casa (eletricidade, água, gás, telecomunicações, televisão).

As mesmas condições vão aplicar-se às contas NB Seleção, Conta Benfica, NB100% 55+, Serviço BIC100%, NB18.31 Academia, NB100%18.31, Serviço BIC Jovem Profissional e Conta Vencimento Empresa e Empresa I.

No caso da Conta 100% Parceiro +, que já foi descontinuada, a comissão cobrada passará de 5,50 euros para 5,95 euros quando não há bonificação, com o valor a manter-se nos 2,75 euros nos casos em que são cumpridos os critérios de bonificação. Por outro lado, o custo anual da Conta Serviços Mínimos Bancários aumentará de 4,18 euros para 4,54 euros. A todos estes valores acresce o imposto em vigor.

Fonte oficial do Novobanco afirma que a “revisão do preçário é bastante limitada e pontual”. E “apesar do forte aumento previsto para a inflação, os clientes que têm o Novobanco como primeiro banco não terão aumentos nas comissões de contas, ou seja, mais de 75% dos clientes”. De acordo com o banco, o “aumento de comissões resultante desta revisão representa um valor claramente inferior à inflação prevista para 2023”.

Além disse, refere, as contas de menores e até aos 25 anos mantém-se isentas, não havendo alterações nas contas de jovens adultos (26 a 31 anos), em que “mais de 80% dos clientes estão totalmente isentos de comissões de manutenção de conta pelo envolvimento que têm com o banco”.

Custo aumenta nos cartões e leasing

O agravamento das comissões não se limita às contas. O banco também vai aumentar os custos associados aos cartões. De acordo com as alterações, a disponibilização do cartão Débito na Hora passará a custar 19,5 euros face ao valor atual de 17 euros. No cartão Débito Jovem, o custo vai subir de 15 euros para 18 euros. Também nestes casos, o encargo com a substituição de cartão sobe na mesma proporção.

Ainda nos cartões, haverá, a partir de abril do próximo ano, um aumento das taxas cobradas nos pagamentos realizados no Espaço Económico Europeu em euros, coroa sueca e leu romeno. Os levantamentos de dinheiro com cartão de débito vão ficar mais caros.

As comissões também vão aumentar nas operações de leasing. No leasing imobiliário, as comissões relativas a atos
administrativos passam a custar 2,99 euros em comparação com os atuais 2,80 euros. Já as comissões por opção de compra aumentam de 1.350 euros para 1.400 euros.

No crédito pessoal, as comissões de montagem de contrato no leasing mobiliário (equipamentos, exceto viaturas novas) agravam-se de 400 euros para 450 euros. Já no leasing aplicável a financiamento de viaturas novas, este cargo cresce para 195 euros face a 185 euros.

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